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Vitamina E um potente antioxidante

 

  • Vitamina E

Marcelo Calazans

Elaborado em 04/08/2017

 

RUSSI, MC. Vitamina E um potente antioxidante . Matérias Musculação, São paulo, ago. 2017.

 

A história de descoberta da vitamina E teve seu início nas primeiras décadas dos anos de 1900, e podemos colocar o início da história da vitamina E em 1920, quando Matthill e Conklin observaram anomalias reprodutoras em ratos alimentados com dietas de leite especiais[1].

 

Posteriormente em 1922, teríamos a descoberta efetiva da vitamina E, que conta com a participação de Evans e Bishop[2].

 

Eles estavam estudando a infertilidade em ratos, e observaram que os animais com dieta à base de gordura suína apresentavam um problema, a reabsorção fetal[3].

 

Evans e Bishop perceberam então que quando o gérmen de trigo era incluído na dieta, a síndrome de reabsorção fetal não era observada. Assim a síndrome de reabsorção fetal foi atribuída à deficiência de uma substância contida no gérmen de trigo, que foi denominada de vitamina E[3].

 

Em 1936, Evans e Emerson conseguiram finalmente isolar a vitamina E a partir do óleo de gérmen de trigo, e em 1938, Fernholz finalmente apresenta a formula estrutural da vitamina E que conhecemos atualmente[1].

 

São diversas as funções que podemos destacar da vitamina E, podemos incluir seu potencial de atuar em conjunto com a vitamina A, preservar os glóbulos vermelhos do sangue em situações de infecção, beneficiar o tecido muscular e regular funções reprodutoras[4].

 

Uma função bem comentada e importante da vitamina E, é a sua ação antioxidante, o que nos leva a concluir que a vitamina E possui um elevado poder de atacar diretamente os radicais de oxigênio[5].

 

Quando respiramos, o mesmo oxigênio que nos mantém vivos, pode também se transformar em radicais livres.

 

Podemos então colocar, que a respiração aeróbica é uma das formas endógenas mais comuns de geração de radicais livres[6].

 

Os radicais livres podem ser nocivos a nossa saúde, podendo causar danos ou até a morte celular[7].

 

Os danos causados pelos radicais livres podem estar associados a diversas doenças, entre elas artrite, aterosclerose, câncer, cardiopatias, diabetes, disfunção cerebral, e doenças do sistema imune, podendo ainda estar relacionada com o envelhecimento[6].

 

Nosso corpo tem maneiras de lidar com esse problema, e uma dessas maneiras está relacionado aos antioxidantes.

 

A vitamina E (a-tocoferol) é um dos principais agentes de defesa antioxidante do nosso corpo[6].

 

Todas as vitaminas possuem a sua IDR (ingestão diária recomendada)[8], que nada mais é do que a quantidade correta de cada vitamina que uma pessoa deve ingerir diariamente para colaborar com a saúde do seu corpo.

 

Segundo a ANVISA (agência nacional de vigilância sanitária), através da consulta pública nº 80 de 13 de dezembro de 2004 (D.O.U de 17/12/2004)[9], ficou determinada que a IDR de vitamina E é de 10 mg.

 

Sobre a deficiência de vitamina E, podemos dizer que em animais de laboratório, a deficiência de vitamina E resulta em reabsorção fetal e atrofia testicular[10].

 

Já nos seres humanos, os sintomas de deficiência de vitamina E são mais raros de acontecer, e acontecem com mais facilidade nos indivíduos que possuem dificuldades de absorção deste elemento[11], mas podemos ressaltar que a deficiência de vitamina E nos seres humanos está associada a um aumento na produção de radicais livres, que pode ser prejudicial ao corpo e à saúde[12].

 

A vitamina E pode ser encontrada em diversos alimentos, entre eles o gérmen de trigo, soja, óleos vegetais e algumas verduras, principalmente brócolis e espinafre[4].

 

As vitaminas podem ser divididas em vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis.

 

Podemos dizer que a vitamina E pertence ao grupo das vitaminas lipossolúveis. Pertencem também ao grupo das lipossolúveis as vitaminas A, D e K, e como exemplo de hidrossolúveis, podemos citar as vitaminas do complexo B e a vitamina C[13].

 

A solubilidade das vitaminas confere a elas características específicas, como por exemplo a forma como são absorvidas e armazenadas pelo corpo[14].

 

Assim como outras formas de gordura, as vitaminas lipossolúveis são transportadas para o sangue através do sistema linfático, enquanto que as vitaminas hidrossolúveis, são geralmente absorvidas diretamente pela corrente sanguínea[14].

 

Outra característica é que as vitaminas hidrossolúveis não formam grandes estoques de armazenamento no corpo, e são expelidas pelo nosso organismo com mais facilidade, enquanto as lipossolúveis, são geralmente armazenadas no fígado e tecido adiposo.

 

Sempre ao ingerir ou adquiri um suplemento vitamínico para consumo, o ideal é fazer isso com o auxílio de um profissional da área de saúde capacitado para isso, e é importante para avaliar se a sua dieta é deficiente de alguma vitamina, uma consulta médica ou nutricional com um profissional habilitado.

 

Referências:

 

1 - A Guide to the Vitamins: Their Role in Health and Disease, J. Marks, Springer Science & Business Media, 6 de dez de 2012.

 

2 - Batista, Ellencristina da Silva; Costa, André Gustavo Vasconcelos; Pinheiro-Sant'ana, Helena Maria. Adição da vitamina E aos alimentos: implicações para os alimentos e para a saúde humana. Rev. Nutr., Campinas, v.20, n.5, p.525-535, Oct. 2007.

 

3 - Traber MG. Vitamin E. In: Shills ME, Olson JA, Shike M, Ross AC. Modern nutriton in health and disease. New York: Lea & Febicer; 1994. p.326-41.

 

4 - Alimentação - Um Segredo da Saúde - Battello, Celso, mar de 2017.

 

5 - Efeito Antioxidante Ortomolecular em Homeopatia - Battello, Celso set de 2016.

 

6 - Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta - Maria de Lourdes Pires Bianchi, Lusânia Maria Greggi Antunes, Rev. Nutr., Campinas, 12(2): 123-130, maio/ago., 1999.

 

7 - Anderson, D. Antioxidant defences against reactive oxygen species causing genetic and other damage. Mutation Research, Amsterdam, v.350, n.1, p.103-108, 1996.

 

8 - A Imagem Certa Para Emagrecer - Howard M. Shapiro, 2004.

 

9 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Consulta Pública nº 80, de 13 de dezembro de 2004, D.O.U de 17/12/2004 [link] acessado em 04/08/2017.

 

10 - Bioquímica Ilustrada de Harper, Victor W. Rodwell, David A. Bender, Kathleen M. Botham, Peter J. Kennelly, P. Anthony Weil, 2016.

 

11 - Avaliação Nutricional: do diagnóstico à prescrição, Adriana Lopes Peixoto, 2015.

 

12 - Radicais Livres E a Resposta Celular Ao Estresse Oxidativo, Miriam Salvador, João Antonio Pegas Henriques, 2004.

 

13 - Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, Deitra Leonard Lowdermilk, Shannon E. Perry, 2011.

 

14 - Nutrição - Frances Sienkiewicz Sizer, Eleanor Whitney, 2003.

 



 

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