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Vitamina D para os Ossos e Testosterona

 

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Marcelo Calazans

Elaborado em 03/07/2017

 

RUSSI, MC. Vitamina D para os ossos e testosterona. Matérias Musculação, São paulo, jul. 2017.

 

A história da vitamina D vem de longa data, e ela evoluiu junto com as descobertas feitas a partir de uma doença, o raquitismo.

 

O raquitismo é uma doença muito presente na infância que é decorrente de uma mineralização inadequada dos ossos em crescimento, e que pode ter origem na deficiência de vitamina D.

 

Podemos dizer que a evolução mais significativa sobre a descoberta da vitamina D, estaria concentrada na década de 1920[1].

 

O responsável pela descoberta seria o mesmo que antes já havia pesquisado sobre a vitamina A, o pesquisador Elmer Verner McCollum (1879-1967)[2].

 

Tudo se inicia em 1917 quando McCollum aceita o cargo de professor da "School of Hygiene and Public Health"[3].

 

Em 1913, McCollum que já havia pesquisado sobre o fator lipossolúvel A, que depois seria batizado de vitamina A[4], já estava também envolvido nessa data na investigação do raquitismo.

 

Em seus estudos posteriores, já como professor da "School of Hygiene and Public Health", ele percebeu em meados de 1921, lesões em ratos semelhantes com aquelas observadas nas crianças com raquitismo, percebeu também que a adição de óleo de fígado de bacalhau nas dietas, induzia em poucos dias alguns sinais de regeneração[3].

 

Desta forma, ele conseguiu perceber a presença de uma outra substância diferente da vitamina A no óleo de fígado de bacalhau, que seria a responsável pela cura do raquitismo, e a definiu como fator anti-raquitismo[3], que viria a ser chamada de vitamina D.

 

A vitamina D é uma vitamina que pode ser adquirida através da alimentação, e que pode também ser produzida pelo corpo através da interação da luz solar com alguns lipídios epidérmicos[5].

 

Esse fato da interação da luz solar com lipídios epidérmicos desencadeando a produção de vitamina D pelo corpo, é provavelmente o que alimenta a enorme diversidade de conteúdo que associa a vitamina D com os banhos de sol regulares.

 

A principal função da vitamina D no corpo é a de manter em equilíbrio os níveis de cálcio e fosforo no corpo e ajudar na saúde dos nossos ossos.

 

Muitas pessoas associam a vitamina D apenas como auxiliar na parte óssea, mas ela desempenha diversas funções no corpo, ela auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, atua no desenvolvimento cerebral, ajuda na reparação do DNA e regulação de genes, ajudando também na cicatrização na qual atua como reguladora da produção de catelicidina, o que faz atualmente a vitamina D ser alvo de estudos também nas afecções dermatológicas[6].

 

A vitamina D é de extrema importância para o sistema imunológico. Ela atua na regulação da diferenciação e ativação de linfócitos CD4 e no aumento do número e função das células T reguladoras[7].

 

Para nossos leitores praticantes de atividades físicas e musculação, a vitamina D também é de extrema importância, pois já existem diversos estudos que correlacionam a vitamina D com a produção normal de testosterona.

 

O hipogonadismo é uma doença que causa nos homens a diminuição na produção natural de testosterona, e já existem estudos que correlacionam níveis baixos de vitamina D com a baixa testosterona[8].

 

Portanto, podemos perceber que as funções da vitamina D no corpo humano vão bem além daquilo que as pessoas pensam dela, e normalmente as pessoas apenas a colocam na parte óssea, ajudando na manutenção e na saúde dos nossos ossos.

 

Todas as vitaminas possuem a sua IDR (ingestão diária recomendada)[9], que nada mais é do que a quantidade correta de cada vitamina que uma pessoa deve ingerir diariamente para colaborar com a saúde do seu corpo.

 

Segundo a ANVISA (agência nacional de vigilância sanitária), através da consulta pública nº 80 de 13 de dezembro de 2004 (D.O.U de 17/12/2004)[10], ficou determinada que a IDR de vitamina D é de 5 mcg.

 

Portanto, podemos dizer que uma ingestão irregular de vitamina D, pode nos levar a ter comprometidas todas as funções da vitamina D no corpo humano já citadas acima.

 

A deficiência de vitamina D, pode ser prejudicial tanto para crianças como para adultos.

 

No caso das crianças, essa deficiência pode causar quadros de raquitismo, pois os ossos das crianças podem apresentar desmineralização devido à baixa absorção de cálcio. Nos adultos, essa carência de vitamina D pode também ocasionar a desmineralização óssea, e isso principalmente em mulheres com pouca exposição à luz solar[11].

 

Existem outros sintomas que a deficiência de vitamina D pode ocasionar, como osteoporose, fraqueza, distúrbios e dor ao caminhar[12].

 

Além de ser produzida através da interação da luz solar com lipídios epidérmicos que desencadeiam a produção de vitamina D no corpo, a vitamina D pode ser encontrada em alguns alimentos.

 

A concentração natural de vitamina D nos alimentos não é tão abundante como acontece com as outras vitaminas, e de forma natural ela acontece nos peixes, fígado e nas gemas dos ovos[13].

 

O fato da vitamina D não ser muito abundante na alimentação, é que faz os banhos de sol regulares que desencadeiam através dos lipídios epidérmicos a produção de vitamina D muito importante.

 

Podemos encontrar a vitamina D na forma de calciferol e colecalciferol.

 

O calciferol é aquele presente nos alimentos que ingerimos, e que existe naturalmente em óleos de peixe e na gema do ovo, já o colecalciferol, ele é criado quando a luz do sol desencadeia a produção da vitamina D[14].

 

É importante para avaliar se a sua dieta é deficiente de alguma vitamina, uma consulta médica ou nutricional com um profissional habilitado da área de saúde.

 

As vitaminas podem ser divididas em vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis.

 

Podemos dizer que a vitamina D pertence ao grupo das vitaminas lipossolúveis. Pertencem também ao grupo das lipossolúveis as vitaminas A, E e K, e como exemplo de hidrossolúveis, podemos citar as vitaminas do complexo B e a vitamina C[15].

 

A solubilidade das vitaminas confere a elas características específicas, como por exemplo a forma como são absorvidas e armazenadas pelo corpo[16].

 

Assim como outras formas de gordura, as vitaminas lipossolúveis são transportadas para o sangue através do sistema linfático, enquanto que as vitaminas hidrossolúveis, são geralmente absorvidas diretamente pela corrente sanguínea[16].

 

Outra característica é que as vitaminas hidrossolúveis não formam grandes estoques de armazenamento no corpo, e são expelidas pelo nosso organismo com mais facilidade, enquanto as lipossolúveis, são geralmente armazenadas no fígado e tecido adiposo.

 

A hipervitaminose se caracteriza pelo excesso na ingestão de vitaminas, que não é indicado, pois pode intoxicar o organismo[17].

 

A IDR (ingestão diária recomendada) de cada vitamina também existe, para que a pessoa possa se basear e não ingerir doses de vitaminas além do necessário.

 

Pois a ingestão de altas doses de vitaminas, muito além da IDR, pode causar uma hipervitaminose.

 

A ingestão de doses elevadas de vitamina D pode ser prejudicial. Alguns casos de crianças com menos de 1 anos de idade (lactente), acabam sendo mais sensíveis aos efeitos da vitamina D, e nesses casos, isso pode levar a uma contração dos vasos sanguíneos que pode acarretar aumentos de pressão arterial e calcinose, que se caracteriza como uma calcificação dos tecidos moles[11].

 

Tanto para casos de carência de vitamina D (hipovitaminose), quando para suspeitas de hipervitaminose, um profissional da área médica ou nutricional deve ser consultado.

 

Referências:

 

1 - Sistema Musculoesquelético - Biologia e Doenças Sistêmicas, Richard Parker, Joseph P Iannotti, 2015.

 

2 - Vitamin A Saga, Sally Fallon anda Mary G. Enig, PHD, 2002.

 

3 - Breve história do raquitismo e da descoberta da vitamina D - J. Martins e Silva - Unidade de Biopatologia Vascular do Instituto de Medicina Molecular, Lisboa, Portugal - Órgão oficial da sociedade portuguesa de reumatologia - acta reum port. 2007.

 

4 - McCollum EV, Davis M. The necessity of certain lipins in the diet during growth. J Biol Chem 1913; 15:167-175.

 

5 - Sistema Urinário - Volume 5: Coleção Netter de Ilustrações Médicas, Jaime Landman, Christopher R Kelly, 2014.

 

6 - Vitaminas, Minerais e Eletrólitos: Aspectos Fisiológicos, Nutricionais e Dietéticos, Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker, Rubia Daniela Thieme, Daniela Barbieri Hauschild, 2015.

 

7 - Marques, Cláudia Diniz Lopes et al . A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. Rev. Bras. Reumatol., São Paulo, v. 50, n. 1, p. 67-80, Feb. 2010.

 

8 - Vitamin D is associated with testosterone and hypogonadism in Chinese men: Results from a cross-sectional SPECT-China study, Ningjian Wang, Bing Han, Qin Li, Yi Chen, Yingchao Chen, Fangzhen Xia, Dongping Lin, Michael D. Jensen,corresponding author and Yingli Lucorresponding author, Published online 2015.

 

9 - A Imagem Certa Para Emagrecer - Howard M. Shapiro, 2004.

 

10 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Consulta Pública nº 80, de 13 de dezembro de 2004, D.O.U de 17/12/2004 [link] acessado em 01/07/2017.

 

11 - Bioquímica Ilustrada de Harper, Victor W. Rodwell, David A. Bender, Kathleen M. Botham, Peter J. Kennelly, P. Anthony Weil, 2016.

 

12 - Enfermagem Gerontológica, Gloria Hoffman Wold, 2013.

 

13 - Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia, Sylvia Escott-Stump, L. Kathleen Mahan, Janice L Raymond, 2015.

 

14 - Nutrição Para Leigos, Rinzler, Carol Ann, Alta Books Editora, 27 de dez de 2012.

 

15 - Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, Deitra Leonard Lowdermilk, Shannon E. Perry, 2011.

 

16 - Nutrição - Frances Sienkiewicz Sizer, Eleanor Whitney, 2003.

 

17 - Nutrição muito além da alimentação: acerte nos hábitos mais que nos alimentos, Bachi,Georgia, 2016.

 



 

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