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As funções da vitamina B6

 

  • Vitamina B6

Marcelo Calazans

Elaborado em 13/05/2017

 

RUSSI, MC. As funções da vitamina B6. Matérias Musculação, São paulo, mai. 2017.

 

Vitaminas do complexo B são compostos que possuem algumas características em comum, surgiu então com isso a ideia de agrupa-las todas em um único conjunto, chamado complexo B.

 

O complexo B é composto pela tiamina (B1), riboflavina (B2), niacina (B3), piridoxina (B6), cobalamina (B12) e outros parentes químicos mais próximos[1].

 

Essas vitaminas do complexo B acabam por atuar em uma série de processos metabólicos, que abrangem a produção de energia, manutenção do sistema nervoso central[1], atuando como coadjuvante na forma de coenzimas no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas[2].

 

Na matéria de hoje, estaremos detalhando e explicando sobre a piridoxina (vitamina B6).

 

Podemos dizer que os estudos sobre a vitamina B6 tiveram um ponto de partida com György em 1938, no qual ele a partir da riboflavina, que é mais conhecida como vitamina B2, acabou por distinguir e identificar um outro fator diferente, a vitamina B6[3].

 

Mas apenas em 1939 é que Harris e Folkers iriam definitivamente sintetizar pela primeira vez a vitamina B6[4].

 

Foi na década de 1950, que apareceram as evidências de que a vitamina B6 era essencial aos seres humanos, e suas necessidades nutricionais, foram então estabelecidas[3].

 

A vitamina B6 pode ser encontrada de três formas biológicas: piridoxina, piridoxal e piridoxamina[5], que podem normalmente ser interconvertidas no nosso organismo[8].

 

Dessas três formas biológicas da vitamina B6, a mais comum de se encontrar em produtos farmacêuticos é a piridoxina, e isso pelo fato dela permitir uma maior estabilidade[8].

 

Por isso que é comum se encontrar a vitamina B6 na forma de piridoxina em suplementos vitamínicos vendidos no mercado.

 

Nossas emoções e muitas de nossas ações, são controladas por algo que denominamos de química cerebral[6], e a nossa química cerebral é influenciada pelo que chamamos de neurotransmissores[7].

 

A piridoxina é importante na formação de diversos neurotransmissores, e podemos citar a histamina, dopamina, norepinefrina e o GABA[5].

 

Essas são substâncias importantes para a manutenção da nossa química cerebral, e esse é um dos papeis fundamentais da vitamina B6 no nosso corpo.

 

Uma outra função da vitamina B6 no nosso organismo envolve o metabolismo dos aminoácidos, e a vitamina B6 desempenha uma importante tarefa neste aspecto.

 

Sua importância neste aspecto pode ser de interesse dos nossos leitores praticantes de musculação, pois devido a sua intensa ação no metabolismo das proteínas (aminoácidos), alguns estimam a necessidade de ingestão de piridoxina em 0,016 mg para cada grama de proteína ingerida[5].

 

Portanto, podemos dizer que conforme a quantidade de proteína ingerida aumenta, fato comum no mundo do culturismo, a demanda por vitamina B6 pode ser consideravelmente aumentada.

 

A vitamina B6 está envolvida também em uma série de processos importantes no metabolismo dos carboidratos[2], o que faz da vitamina B6, por tudo que já dissemos, uma aliada importante na manutenção da nossa saúde.

 

Todas as vitaminas possuem a sua IDR (ingestão diária recomendada)[9], que nada mais é do que a quantidade correta de cada vitamina que uma pessoa deve ingerir diariamente para colaborar com a saúde do seu corpo.

 

Segundo a ANVISA (agência nacional de vigilância sanitária), através da consulta pública nº 80 de 13 de dezembro de 2004 (D.O.U de 17/12/2004)[10], ficou determinada que a IDR da vitamina B6 é de 1,3 mg.

 

Para manter então todas as funções da vitamina B6 no organismo já citadas acima, devemos ingerir doses corretas de vitamina B6 ao longo de todos os dias.

 

Pelo fato da vitamina B6 ser amplamente distribuída na nossa alimentação, a deficiência causada por problemas nutricionais é mais rara se comparada a outras vitaminas. A deficiência de vitamina B6 está mais relacionada a problemas na sua absorção, como por exemplo o alcoolismo e o envelhecimento. Algumas drogas como a isoniazida e a penicilina por exemplo, podem exercer um papel antagonista e inibir a sua função[5].

 

Mas nos casos de carências de vitamina B6, a pessoa pode demonstrar algumas alterações neurológicas devido a falha na produção de alguns neurotransmissores, como a serotonina por exemplo. Outros sinais como náuseas, vomito, tontura, irritabilidade, insônia, anemia e crises convulsivas podem também ser observados[5].

 

É importante para avaliar se a sua dieta é deficiente de alguma vitamina, uma consulta médica ou nutricional com um profissional habilitado da área de saúde.

 

As vitaminas podem ser divididas em vitaminas hidrossolúveis e lipossolúveis.

 

Podemos dizer que a vitamina B6, junto com a vitamina C, pertencem ao grupo das vitaminas hidrossolúveis. Pertencem ao grupo das lipossolúveis as vitaminas A, D, E e K[11].

 

A solubilidade das vitaminas confere a elas características específicas, como por exemplo a forma como são absorvidas e armazenadas pelo corpo[7].

 

As vitaminas hidrossolúveis, são geralmente absorvidas diretamente pela corrente sanguínea, enquanto que as vitaminas lipossolúveis, assim como outras formas de gordura, são transportadas para o sangue através do sistema linfático[7].

 

Outra característica é que as vitaminas hidrossolúveis não formam grandes estoques de armazenamento no corpo, e são expelidas pelo nosso organismo com mais facilidade, enquanto as lipossolúveis, são geralmente armazenadas no fígado e tecido adiposo.

 

A hipervitaminose se caracteriza pelo excesso na ingestão de vitaminas, que não é indicado, pois pode intoxicar o organismo[12].

 

A IDR (ingestão diária recomendada) de cada vitamina também existe, para que a pessoa possa se basear e não ingerir doses de vitaminas além do necessário.

 

Pois a ingestão de altas doses de vitaminas, muito além da IDR, pode causar uma hipervitaminose.

 

A hipervitaminose no caso das vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina B6, são mais raros de acontecer, se comparado à hipervitaminose com as vitaminas lipossolúveis. Isso pelo fato de que as vitaminas hidrossolúveis, são expelidas mais facilmente pelo nosso corpo.

 

Mas há casos em que altas doses de vitamina B6 pode causar uma neuropatia sensitiva periférica, que pode ser revertida com a suspenção da suplementação com a vitamina B6[5].

 

Em se tratando de qualquer vitamina, em casos de carência (falta) de alguma vitamina (hipovitaminose), ou quanto às suspeitas de hipervitaminose, um profissional da área médica ou nutricional deve ser consultado.

 

Para os praticantes de atividades físicas e musculação, que são muito dependentes da proteína e seus aminoácidos na sua dieta diária, devemos destacar novamente, que o fato da vitamina B6 ser muito importante atuando como uma coenzima no metabolismo dos aminoácidos, faz dela essencial, e alguns estimam a necessidade de ingestão de piridoxina em 0,016 mg para cada grama de proteína ingerida[5,13].

 

Referências:

 

1 - Shirley S. Lorenzani, Candida uma doença do século XX, 1986.

 

2 - Bioquímica Médica, John Baynes, Marek H. Dominiczak, 2015.

 

3 - Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes - Vitaminas do Complexo B: Tiamina, Riboflavina, Niacina, Piridoxina, Biotina e Ácido Pantotênico / ILSI Brasil - Helio Vannucchi, Selma Freire de Carvalho da Cunha, 2009.

 

4 - Memórias da Junta de Investigações do Ultramar, Volumes 33-35 - Portugal. Junta de Investigações do Ultramar, 1962.

 

5 - Diagnóstico e tratamento, Antonio Carlos Lopes, 2006.

 

6 - Pense e Enriqueça para Mulheres, Sharon Lechter, 2015.

 

7 - Nutrição, Frances Sienkiewicz Sizer, Eleanor Whitney, 2003 pg-502.

 

8 - Determinação espectrofotométrica por injeção em fluxo de vitamina B6 (piridoxina) em formulações farmacêuticas, Clezio Aniceto, Orlando Fatibello-Filho, 1998.

 

9 - A Imagem Certa Para Emagrecer - Howard M. Shapiro, 2004.

 

10 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Consulta Pública nº 80, de 13 de dezembro de 2004, D.O.U de 17/12/2004 [link] acessado em 12/05/2017.

 

11 - Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, Deitra Leonard Lowdermilk, Shannon E. Perry, 2011.

 

12 - Nutrição muito além da alimentação: acerte nos hábitos mais que nos alimentos, Bachi,Georgia, 2016.

 

13 - Institute of Medicine (US) Standing Committee on the Scientific Evaluation of Dietary Reference Intakes and its Panel on Folate, Other B Vitamins, and Choline. Dietary Reference Intakes for Thiamin, Riboflavin, Niacin, Vitamin B6, Folate, Vitamin B12, Pantothenic Acid, Biotin, and Choline. Washington (DC): National Academies Press (US); 1998.

 



 

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