barra dúvida um
barra dúvida dois
site dúvida
logo musculação
casal fitness
lupa

Enciclopédia do Fisiculturismo

© Copyright

mail barra
Botão Menu

LinkedIn
botão calculadoras
título calculadoras
fecha calc
calculadora bf calculadora tmb calculadora imc

fecha visi

Usuários On-Line

Veja o que estão acessando

 

• não estão excluídos desta relação os acessos feitos por robôs (bots)

• contabilizados os acessos totais nos últimos 30 minutos

20
Veja detalhes

 

As Funções e a História da Vitamina A

 

  • vitamina A

Marcelo Calazans

Elaborado em 20/04/2017

 

RUSSI, MC. As funções e a história da vitamina A. Matérias Musculação, São paulo, abr. 2017.

 

A cegueira noturna pode ter sido o fator que desencadeou a descoberta da vitamina A.

 

Cegueira noturna é um problema que ocorria em viagens marítimas extensas, e temos o exemplo de uma fragata austríaca que foi enviada para uma expedição partindo de Viena.

 

Foi então que Eduard Schwarz (1831-1862), muito criticado pelos médicos da época, resolveu fazer um experimento. Durante essa expedição, 75 dos 352 homens a bordo desenvolveram o problema da cegueira noturna, e sempre que caia a noite eles perdiam a visão e tinham de ser guiados como cegos. Conta a história que Eduard Schwarz, conseguiu recuperar a visão desses homens na sua totalidade alimentando eles com fígado de boi ou de porco[1].

 

Após esse episódio, percebeu-se que a cegueira noturna era um problema nutricional.

 

Também é relatado que muitas culturas usavam fígado, ou outras fontes de vitamina A, na tentativa de curar vários tipos de cegueira[2].

 

A descoberta efetiva da vitamina A, é creditada a um pesquisador de nome Elmer Verner McCollum (1879-1967). Em testes com ratos, ele descobriu que ratos alimentados com proteína pura não conseguiam crescer, e quando adicionado extrato de gema de ovo na dieta dos ratos, a saúde dos animais era restaurada. Com isso, ele descobriu um fator lipossolúvel que havia em alguns alimentos e que era essencial a vida, e esse elemento foi batizado de "fator lipossolúvel A"[1].

 

O papel da vitamina A no corpo humano é bem abrangente.

 

Podemos colocar como uma das funções da vitamina A, manter a saúde das nossas células epiteliais (pele), membranas e mucosas. Com a carência de vitamina A, podem se manifestar diversos problemas associados com a pele levando a degeneração dos tecidos epiteliais[3].

 

Outra importante função da vitamina A é na manutenção da visão noturna, e podemos colocar que a vitamina A é um componente do pigmento rodopsina, responsável pela manutenção dos bastonetes da retina. Os bastonetes são células da retina dos nossos olhos, e os bastonetes são os maiores responsáveis pela nossa visão na presença de pouca luz, e isso devido a sua sensibilidade[4].

 

Existem outras diversas funções que a vitamina A desempenha no nosso corpo, como por exemplo na sua associação com o crescimento, desenvolvimento e reprodução, na qual ela atua em vários aspectos nessas funções, podendo também atuar como preventiva nas doenças cardiovasculares e em alguns tipos de câncer. Podemos dizer que muitos tipos de câncer, podem se originar em células afetadas pela deficiência da vitamina A[5].

 

Todas as vitaminas possuem a sua IDR (ingestão diária recomendada)[6], que nada mais é do que a quantidade correta de cada vitamina que uma pessoa deve ingerir diariamente para colaborar com a saúde do seu corpo.

 

Segundo a ANVISA (agência nacional de vigilância sanitária), através da consulta pública nº 80 de 13 de dezembro de 2004 (D.O.U de 17/12/2004)[7], ficou determinada que a IDR de vitamina A é de 600 mcg.

 

Portanto, podemos dizer que uma ingestão irregular de vitamina A, pode nos levar a ter comprometidas todas as funções da vitamina A no corpo humano já citadas acima.

 

Podemos também colocar que a deficiência de vitamina A pode apresentar uma infinidade grande de distúrbios clínicos, que vão desde a xeroftalmia (secura dos olhos) e deficiência no crescimento, até a probabilidade aumentada à infecções graves e raquitismo[8].

 

Vitamina A pode ser encontrada em vários alimentos, e podemos citar as verduras, o ovo, as frutas em geral com mais abundância nas escuras e amarelas e é bem presente também no óleo de fígado de bacalhau[9].

 

É importante para avaliar se a sua dieta é deficiente de alguma vitamina, uma consulta médica ou nutricional com um profissional habilitado da área de saúde.

 

As vitaminas podem ser divididas em vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis.

 

Podemos dizer que a vitamina A pertence ao grupo das vitaminas lipossolúveis. Pertencem também ao grupo das lipossolúveis as vitaminas D, E e K, e como exemplo de hidrossolúveis, podemos citar as vitaminas do complexo B e a vitamina C[10].

 

A solubilidade das vitaminas confere a elas características específicas, como por exemplo a forma como são absorvidas e armazenadas pelo corpo[11].

 

Assim como outras formas de gordura, as vitaminas lipossolúveis são transportadas para o sangue através do sistema linfático, enquanto que as vitaminas hidrossolúveis, são geralmente absorvidas diretamente pela corrente sanguínea[11].

 

Outra característica é que as vitaminas hidrossolúveis não formam grandes estoques de armazenamento no corpo, e são expelidas pelo nosso organismo com mais facilidade, enquanto as lipossolúveis, são geralmente armazenadas no fígado e tecido adiposo.

 

A hipervitaminose se caracteriza pelo excesso na ingestão de vitaminas, que não é indicado, pois pode intoxicar o organismo[12].

 

A IDR (ingestão diária recomendada) de cada vitamina também existe, para que a pessoa possa se basear e não ingerir doses de vitaminas além do necessário.

 

Pois a ingestão de altas doses de vitaminas, muito além da IDR, pode causar uma hipervitaminose.

 

A hipervitaminose de vitamina A é bem clássica, e os sintomas podem ir desde uma leve dor de cabeça, até sintomas mais graves de intoxicação aguda que incluem prurido, lesões cutâneas, aumento do fígado e do baço entre outras[13].

 

Tanto para casos de carência de vitamina A (hipovitaminose), quando para suspeitas de hipervitaminose, um profissional da área médica ou nutricional deve ser consultado.

 

Referências:

 

1 - Vitamin A Saga, Sally Fallon anda Mary G. Enig, PHD, 2002 [link] acessado em 20/04/2017

 

2 - The history outlined here has been expertly compiled by G Wolf. "A History of Vitamin A and Retinoids." The FASEB Journal, July 1996, 10:1102-1107.

 

3 - Carranza Periodontia Clínica, Newman Newman, 2016.

 

4 - Bioquímica Médica, John Baynes, Marek H. Dominiczak, 2015.

 

5 - Nutrição Contemporânea, Gordon M. Wardlaw, Anne M. Smith, 2013.

 

6 - A Imagem Certa Para Emagrecer - Howard M. Shapiro, 2004.

 

7 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Consulta Pública nº 80, de 13 de dezembro de 2004, D.O.U de 17/12/2004 [link] acessado em 20/04/2017.

 

8 - Vitamin a deficiency and clinical disease: an historical overview, Sommer A., J Nutr. 2008 Oct;138(10):1835-9.

 

9 - Lidando com Crianças, Conversando com os Pais, José Martins Filho, 1995.

 

10 - Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, Deitra Leonard Lowdermilk, Shannon E. Perry, 2011.

 

11 - Nutrição - Frances Sienkiewicz Sizer, Eleanor Whitney, 2003.

 

12 - Nutrição muito além da alimentação: acerte nos hábitos mais que nos alimentos, Bachi,Georgia, 2016.

 

13 - Nelson Tratado de Pediatria, Robert Kliegman, Bonita M.D. Stanton, Joseph St. Geme, Nina F Schor, 2014.

 



 

química