barra dúvida um
barra dúvida dois
site dúvida
logo musculação
casal fitness
lupa

Enciclopédia do Fisiculturismo

© Copyright

mail barra
Botão Menu

LinkedIn
botão calculadoras
título calculadoras
fecha calc
calculadora bf calculadora tmb calculadora imc

fecha visi

Usuários On-Line

Veja o que estão acessando

 

• não estão excluídos desta relação os acessos feitos por robôs (bots)

• contabilizados os acessos totais nos últimos 30 minutos

46
Veja detalhes

 

Entendendo a Testosterona e os demais Esteroides Anabolizantes

 

  • Testosterona e os demais Esteroides Anabolizantes

Marcelo Calazans

Elaborado em 24/08/2016

 

RUSSI, MC. A testosterona e os demais esteroides anabolizantes. Matérias Musculação, São paulo, ago. 2016.

 

A Testosterona produzida naturalmente pelo corpo humano é classificada como esteroide anabólico androgênico (EAA).

 

A Testosterona está presente nos dois sexos, sendo que é predominante e mais abundante no sexo masculino, e ela é uma derivada do colesterol[1]. O colesterol passa por processo de biossíntese, e após várias passagens o colesterol acaba por originar a Testosterona, segundo mostra a imagem abaixo:

 

biossíntese colesterol

 

Toda substância derivada do colesterol, que incluem todas as substâncias da figura acima, são chamados de esteroides[2].

 

Nós observamos que muitas vezes quando as pessoas querem se referir a uma pessoa que obteve benefício muscular estético ou físico, classificam essa pessoa como usuário de esteroides. Mas isso do ponto de vista técnico não seria correto, pois a palavra "esteroides" se refere a uma classe ampla de substâncias no qual a Testosterona faz parte, e a Testosterona dentro dessa classe de substâncias, é classificada como esteroide anabólico androgênico.

 

Como já dito acima, tanto a mulher quanto o homem possuem Testosterona, e a Testosterona é o hormônio produzido nos homens pelas células de leydig nos testículos, e na mulher, ela é produzida em pequenas quantidades nos ovários, e pode ser sintetizado pelo córtex da glândula supra-renal em ambos os sexos[3].

 

Um homem adulto saudável tem a sua concentração plasmática de Testosterona que varia de 300 a 1.000 ng/dl e com uma taxa de produção diária entre 2,5 e 11 mg[4].

 

Quando executamos um exame de sangue, dependendo do método utilizado para quantificação no laboratório responsável pelo exame, o índice limite colocado acima variando entre 300 a 1.000 ng/dl, pode se alterar.

 

Essa quantidade de Testosterona no exame de sangue, chamamos de Testosterona total.

 

É importante entender o que é a Testosterona total e a diferença entre ela e a Testosterona livre; vamos explicar a seguir.

 

Medicamentos que nós ingerimos ou substâncias que já existem naturalmente no nosso corpo, como a Testosterona por exemplo, encontram-se na corrente sanguínea de duas formas, uma parte na forma livre, e outra parte ligada a alguma proteína plasmática.

 

A parte que se encontra na forma livre, é a parte ativa que desempenha seu papel no corpo, e a parte ligada a uma proteína plasmática, está momentaneamente inativa.

 

A Testosterona também passa por esse processo, a neste caso a Testosterona total que vemos no exame de sangue, é a soma da Testosterona livre com a Testosterona ligada às proteínas plasmáticas.

 

A principal proteína plasmática que a Testosterona usa para se ligar é a SHBG, e cerca de 40% da Testosterona circulante liga-se com a SHBG, mais ou menos 2% estão na forma livre, e o restante associado à proteína plasmática albumina e outras proteínas[4].

 

Isso nos ajuda a entender no exame de sangue, o que exatamente quer dizer Testosterona total e Testosterona livre.

 

Os esteroides anabolizantes que as pessoas usam no mundo do fisiculturismo para obter crescimento muscular, são na verdade derivados sintéticos da Testosterona na sua maioria, vamos abaixo citar alguns (baseado na literatura de William Llewellyn's):

 

Derivados da Testosterona
Boldenona
Dianabol (Metandrostenolona)
Nandrolona

 

Derivado da Nandrolona
Trembolona

 

Derivados do DHT
Estanozolol
Hemogenin (Oximetolona)
Oxandrolona
Masteron (Drostanolona)
Primobolan (Metenolona)

 

Lembrando então, o que a figura inicial da matéria traz acima, mostrando que o DHT é um derivado da Testosterona, podemos então afirmar que todos os esteroides anabolizantes citados acima são também derivados da Testosterona, de forma direta, ou indiretamente.

 

Voltando a Testosterona, que tem também sua forma sintética produzida em laboratório e é utilizada no mundo do fisiculturismo para melhorias estéticas, temos na Testosterona duas funções diferentes no mesmo hormônio, que é a parte anabólica e a parte androgênica.

 

Vamos abaixo citar alguns dos efeitos cada uma tem (Ghaphery; 1995):

 

ANABÓLICA
Aumento da Massa Muscular Esquelética
Aumento de Glóbulos Vermelhos
Aumento da Retenção de Nitrogênio e Síntese Proteica
Redução dos Estoques de Gordura Corporal

 

ANDROGÊNICA
Crescimento do Pênis em determinado período da vida
Espessamento das Cordas Vocais
Aumento da Libido
Aumento da produção das Glândulas Sebáceas (acne)
Aumento de Pelos no Corpo e Barba
Padrão masculino dos Pelos Pubianos

 

Portanto, de certa forma podemos dizer mais claramente que a parte androgênica estaria mais ligada ao desenvolvimento das características masculinas.

 

Todos os anabolizantes citados acima como derivados da Testosterona, também possuem sua parcela anabólica e andrógena como a Testosterona, pois não há como dissociar a parte anabólica da parte androgênica em um esteroide anabólico androgênico, só que essa parcela anabólica e androgênica muda de acordo com cada anabolizante, e considerando a Testosterona em uma proporção Anabólica/Androgênica de 100/100, vamos citar como ficaria no caso dos outros esteroides anabolizantes (baseado na literatura de William Llewellyn's):

 

SubstânciaRelação
Boldenona100/50
Dianabol (Metandrostenolona)90-210/40-60
Estanozolol320/30
Hemogenin (Oximetolona)320/45
Masteron (Drostanolona)62-130/25-40
Deca (Nandrolona)125/37
Oxandrolona322-630/24
Primobolan (Metenolona)88/44-57
Testosterona100/100
Trembolona500/500

 

Esta é a base inicial do conhecimento para que possamos começar a entender a Testosterona e os demais esteroides anabolizantes.

 

Referências:

 

1 - Handelsman DJ. Androgen action and pharmacologic uses. In: De Groot LJ, Jameson JL, editors. Endocrinology. Philadelphia: Saunders, 2001.

 

2 - Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia, John E. Hall, 2012.

 

3 - Smith EL, Hill RL, Lehman IR, Lefkowitz RJ, Handler P, White A. Bioquímica: mamíferos. 7a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1985.

 

4 - Hardman JG, Gilmann AG, Linbird LE, editors. Godman and Gilman's. The pharmacological basis of therapeutics. New York: McGraw-Hill, 1996.

 



 

química