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Tudo sobre a Proteína

 

  • Tudo sobre a Proteína

Marcelo Calazans

Elaborado em 10/10/2016

 

RUSSI, MC. Tudo sobre a Proteína. Matérias Musculação, São paulo, out. 2016.

 

A Proteína é um importante macronutriente[1] encontrado em nossa alimentação.

 

Toda Proteína é formada por unidades chamadas de aminoácidos. A função mais importante dos aminoácidos é na formação de proteínas específicas, como por exemplo, os próprios tecidos do nosso corpo, nos quais podemos citar o tecido muscular[2,3].

 

Os aminoácidos podem ser classificados em aminoácidos essenciais e não essenciais[4], como mostra a tabela abaixo:

 

EssenciaisNão-Essenciais
FenilalaninaÁcido Aspártico
HistidinaÁcido Glutâmico
IsoleucinaAlanina
LeucinaArginina
LisinaAsparagina
MetioninaCisteína
TreoninaGlicina
TriptofanoGlutamina
ValinaProlina
 Serina
 Tirosina

 

Os aminoácidos essenciais citados acima, são aqueles que devem existir na nossa alimentação obrigatoriamente, pois nosso corpo não tem a capacidade de sintetiza-los[5].

 

A quantidade de aminoácidos essenciais que uma Proteína tem, serve de importante referencial para classificarmos essa Proteína com relação ao seu valor biológico. Podemos então considerar, que quanto maior a quantidade de aminoácidos essenciais, maior será o valor biológico dessa Proteína, abaixo tem uma outra matéria aqui do nosso site, que traz mais informações sobre o valor biológico:

 

A importância do valor biológico das proteínas

 

A importância do valor biológico das proteínas

 

Um termo que muitos dos nossos leitores já devem ter ouvido falar, é a síntese proteica, que nada mais é do que a utilização de aminoácidos para a criação de tecidos corporais, como o nosso tecido muscular por exemplo[2,4,6].

 

Além da Proteína, outras substâncias como alguns hormônios, são responsáveis pela realização do processo de síntese proteica, e podemos citar um importante hormônio responsável por esse processo, que é a testosterona[7].

 

Já dissemos então, que a Proteína na forma de aminoácidos é importante para a formação do tecido muscular, e já dissemos também que esse processo ocorre durante a síntese proteica, portanto, um praticante de musculação que deseja obter crescimento de massa muscular, deve consumir de forma regular a quantidade adequada de Proteína, para que todo esse processo de aumento de força e massa muscular, possa ocorrer.

 

Mas qual seria a quantidade mais adequada de Proteína a se ingerir?

 

Todos nós, praticantes de atividades físicas ou não, devemos ter em nossos corpos quantidades corretas de Proteína, pois a síntese proteica acontece em todos nós, e ela é responsável por várias funções fisiológicas importantes em nossos corpos, e seu pleno funcionamento, garante um corpo saudável.

 

Uma pessoa tida como sedentária, ou seja, que não pratica atividades físicas, tem na sua RDA (Recommended Dietary Allowances), uma meta de ingestão diária de 0,8 g por quilo corpóreo de Proteína[8].

 

Baseado nisso, podemos pensar então que uma pessoa que pratica uma atividade física, teria essa necessidade de ingestão proteica aumentada.

 

Isso pode até ser colocado como verdade, e devido ao crescente estudo sobre o assunto, se coloca que para exercícios de força e de resistência física, essa taxa de Proteína a ser ingerida diariamente, pode variar de acordo com a pessoa e atividade, e ficar entre 1 g a 2 g de Proteína por quilo corpóreo ao dia[9].

 

No mundo do fisiculturismo, existem comentários sobre a ingestão de Proteína em doses bem mais elevadas do que essas colocadas aqui acima, e esse é um assunto ainda muito estudado, pesquisado e cercado de inúmeras controvérsias sobre qual seria mesmo a quantidade correta de Proteína a ser ingerida em cada caso.

 

Essa tendência de pensamento por parte de algumas pessoas que praticam musculação, sobre uma maior exigência na ingestão proteica, aliado ao forte impacto da mídia sobre o assunto relativo aos suplementos alimentares proteicos, como o whey protein e a albumina, acaba na nossa opinião, desencadeando por parte das pessoas que querem melhoria na forma física, uma enorme corrida desenfreada a esses suplementos alimentares proteicos.

 

Mas devemos avisar, que não vai adiantar de nada se uma pessoa ingerir uma quantidade maior de Proteína do que necessita, pois, a síntese proteica, não é proporcional a quantidade de Proteína ingerida, isso considerado para o caso das pessoas que ingerem Proteína além do que seria necessário para o seu caso em específico.

 

Quando uma pessoa ingere mais Proteína do que necessita, vai acarretar que o excesso será convertido e armazenado em forma de gordura, e o excedente de nitrogênio oriundo do excesso, será excretado pela urina[10,11].

 

Por isso, não se iluda em ingerir taxas elevadas de Proteína vindas de suplementos alimentares proteicos, achando que isso será o diferencial no seu crescimento muscular, pois o crescimento muscular é um conjunto do treino, descanso, disciplina e alimentação, e na grande maioria dos casos, uma pessoa pode obter vindo apenas da alimentação, toda a Proteína de que necessita para o seu crescimento muscular.

 

Alguns estudiosos colocam alguns problemas com relação à saúde relacionados com a alta ingestão de Proteínas.

 

Quando a Proteína que foi ingerida a mais é acumulada em forma de gordura, ou até mesmo utilizada como fonte de energia, ela vai passar por um processo chamado desaminação[4], que é um processo pelo qual o aminoácido libera o seu grupo amina na forma de amônia.

 

Só que a amônia tem uma toxidade elevada para o SNC (sistema nervoso central), portanto o fígado, tem uma ação primordial neste caso, pois ele é o responsável por transformar essa amônia em ureia, para que depois essa ureia possa ser excretada pelos rins[12].

 

Não há, portanto, benefício nenhum em se ingerir Proteína em excesso, uma vez que o excedente calórico da Proteína ingerida, pode se tornar acúmulo de gordura[13], e se não bastasse isso, esse excesso pode causar aumento de ureia[14], o que neste caso, nos leva a pensar de acordo com o que já explicamos acima, em uma sobrecarga dos rins e do fígado.

 

Não acredite muito em comentários sem fundamentação, que nos levam a ingerir altas doses de suplementos alimentares proteicos, não acredite também no forte modismo atual que se propaga nas academias, de que o uso de suplementos proteicos é necessário para se obter benefícios, e sempre que for montar algo relativo a alimentação e suplementação, procurar a ajuda de um bom profissional de nutrição, é sempre a saída mais recomendada.

 

Referências:

 

1 - Goldman Cecil Medicina - Lee Goldman, Andrew I. Schafer, 2014.

 

2 - COOMES, M. W. in DEVLIN, T. M. Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas. São Paulo: Edgard Blucher, 1998.

 

3 - HIRSCHBRUCH, Márcia Daskal; CARVALHO, Juliana Ribeiro. Nutrição Esportiva: uma visão prática. São Paulo: Manole, 2002.

 

4 - Guyton E Hall Tratado De Fisiologia Médica, John E. Hall, Arthur C. GUYTON, 2011.

 

5 - Bioquímica Médica, John Baynes, Marek H. Dominiczak, 2015.

 

6 - WILLIAMS, Melvin H. Nutrição para saúde, condicionamento físico e desempenho esportivo. 5 ed. São Paulo: Manole, 2002.

 

7 - William Llewellyn's, Anabolics E-Book Edition 2011.

 

8 - Nutrição - Frances Sienkiewicz Sizer, Eleanor Whitney, 2003.

 

9 - LEMON, P.W.R.. Nutrition Reviews. Vol 54, n°4, 1996.

 

10 - MARANGON, A F. C.; WELKER, A F. "Otimizando a perda de gordura corporal durante os exercícios". In: Universitas – Ciências da Saúde. Vol. 1, n. 2, 2003.

 

11 - MARZZOCO, A., TORRES, B. B. Bioquímica Básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1990.

 

12 - Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica: Avaliação e Assistência dos Problemas Clínicos - Sharon L. Lewis, Margaret M. Heitkemper, Shannon Ruff Dirksen, Linda Bucher, 2013.

 

13 - KATCH, F. I.; MCARDLE, W. D. Nutrição, exercício e saúde. 4.ed. Rio de Janeiro : Medsi, 1996.

 

14 - ALVES, C.; LIMA, R. V. B. Uso de suplementos alimentares por adolescentes. J.Pediatria (Rio J.) vol.85 no. 4 Porto Alegre Aug. 2009.

 



 

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