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Propionato de Testosterona em ciclos de Cutting

 

  • clenbuterol

Marcelo Calazans

Elaborado em 04/01/2016

 

Isso é realmente muito polêmico e causa muita discussão.

 

Antes de entrar mais a fundo nesse assunto, vamos explicar um pouco sobre a aromatização e conversão da testosterona em estrogênio.

 

No corpo do homem e da mulher, existe a testosterona (hormônio predominante masculino) e o estrogênio (hormônio predominante feminino). No corpo do homem acontece uma reação bioquímica e através de um processo de aromatização, parte da testosterona do homem se converte em estrogênio[1].

 

O estrogênio é visto por muitos como um vilão, pois credita-se a ele o aumento de gordura corporal[5,6] e também uma maior possibilidade de retenção hídrica[7], desta forma, quando uma pessoa faz um ciclo de cutting, a retenção e acúmulo de gordura são talvez as piores coisas que podem ocorrer na rotina. Por isso existe o pensamento de se utilizar algo que cause menos aromatização.

 

Já é conhecido que algumas pessoas escolhem o propionato para ciclos de cutting com a ideia de que ele aromatiza menos, e por esse motivo daria uma menor retenção de água e tendência ao acumulo de gordura.

 

Na escolha do éster de testosterona, o que difere basicamente é o tempo de ação e a meia-vida da substância[3].

 

Apesar de algumas pessoas dizerem que os ésteres de cadeia mais curta como o propionato e o fenilpropionato teriam a tendência de reter menos água causado por menores efeitos estrogênicos, e isso por aromatizarem menos, não é bem assim que algumas obras e autores trazem essa informação, e é citado por alguns autores, que ésteres não alteram a atividade do esteroide pai de maneira nenhuma, e não colocam o uso de propionato de testosterona como droga boa para rotinas de corte[1].

 

Por isso que tem algumas pessoas que defendem que "testosterona é testosterona", independente da forma de administração e do éster.

 

O que se criou a cerca disso, foi meramente empírico. Por observação ao longo dos anos se criou um fato entre as pessoas no meio do fisiculturismo, de que testosterona esterificada por um éster de cadeia mais curta, retém menos água por aromatizar menos.

 

A única coisa mais científica a cerca disso, foi um estudo[2] publicado e que foi realizado em primatas, no qual se cita que testosterona esterificada por éster mais longo, originou nos testes uma maior quantidade de estrogênio no corpo, mas o modo de ação fisiológica e farmacológica que levou a isso, não foi bem compreendido e explicado.

 

Dentro do conceito farmacológico da ação, podemos dizer que uma testosterona baseada em um éster ao ser aplicada no formato intramuscular, forma um depósito muscular, e a liberação do depósito é feita de forma gradual seguindo algumas regras dependendo do éster usado[3].

 

Após liberado do depósito muscular e entrando para a corrente sanguínea e metabolizada, ela é testosterona, independente de qual éster estava anteriormente associado a ela na hora antes da aplicação.

 

Algumas pessoas dizem que o propionato aromatiza menos, pois entende-se que com uma meia-vida menor isso seria possível, mas quando se faz um uso de qualquer éster de testosterona, aplicando ele com doses bem acima do uso clínico e fazendo isso com aplicações frequentes, que é o que fazemos em um ciclo, isso faz com que qualquer éster de testosterona atinja no corpo o que em farmacocinética se chama Css, ou seja, a concentração em estado de equilíbrio[4], e independente de qual éster de testosterona está sendo usado, e usando ele em doses indicadas para ciclos e de forma regular, a concentração em estado e equilíbrio (Css) irá chegar de qualquer maneira.

 

Mais detalhes sobre a farmacocinética dos anabolizantes e sobre o que seria Css (concentração em estado e equilíbrio), podem ser lidas em uma outra matéria nossa abaixo:

 

Farmacocinética dos Esteroides Anabolizantes

 

Farmacocinética dos Esteroides Anabolizantes

 

Referências:

 

1 - William Llewellyn's, Anabolics E-Book Edition 2011.

 

2 - Journal of Andrology, Vol. 24, No. 5, September/October 2003.

 

3 - Historia de la psicofarmacología, Francisco López-Muñoz, Cecilio Álamo González, 2007.

 

4 - Farmacologia Integrada, Roberto De Lucia, 2008.

 

5 - Glenville, Marilyn PhD, Fat arround the middle. 2011.

 

6 - Guyton E Hall Tratado De Fisiologia Médica, John E. Hall, Arthur C. GUYTON, 2011.

 

7 - Chestnut Anestesia Obstétrica: Princípios e Prática, David H. Chestnut, 2016.

 

Fonte da minha postagem original

 



 

química