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Pré-treino Power Jack Nox Pump

 

  • Pré-treino Power Jack

Marcelo Calazans

Elaborado em 12/10/2016

 

RUSSI, MC. Pré-treino power jack nox pump. Matérias Musculação, São paulo, out. 2016.

 

Introdução

 

Antes de iniciar a explicação mais técnica do modo de ação do Power Jack NOX PUMP, que é um pré-treino vendido atualmente no Brasil, vamos nessa introdução, explicar primeiro um pouco do histórico dos suplementos pré-treino.

 

Os mais novos talvez não se lembrem, mas o produto que deixou o legado da ideia de suplementos pré-treino no mercado, teve seu auge aqui no Brasil em meados dos anos de 2010, e foi o conhecido Jack3D.

 

Sua fama ficou óbvia e causou mesmo um alvoroço nos praticantes de musculação da época, e isso provavelmente por conter em sua formulação, uma substância que hoje é tida como proibida, que é a 1,3-DMAA, ou 1,3-Dimethylamylamine, que causa um forte efeito estimulatório.

 

Abaixo temos a composição do Jack3D da época de 2010:

 

jack3d fórmula

 

Logo que percebido o problema que a 1,3-DMAA poderia causar, a ANVISA na resolução 37 de 2 de julho de 2012, proibia no Brasil qualquer venda de 1,3-DMAA na forma de suplementos alimentares.

 

Muitos acharam que seria o fim dos produtos dessa linha pré-treino, mas não foi isso que aconteceu, pois produtos atuais como o conhecido o Power Jack NOX PUMP, foram buscar uma solução para o problema e desenvolveram uma fórmula funcional e de produção liberada pela ANVISA, e a fórmula do Power Jack NOX PUMP, tem a sua liberação perante a vigilância sanitária para comercialização no Brasil.

 

A creatina e a cafeína foram mantidas e ainda estão presentes na formulação do Power Jack NOX PUMP, e desta forma se conseguiu uma fórmula de pré-treino funcional, sem adicionar nada proibitivo à sua formulação.

 

Vamos detalhar melhor para os nossos leitores essas duas substâncias principais contidas no Power Jack NOX PUMP, a cafeína e a creatina.

 

Cafeína

 

A cafeína é uma metilxantina com efeitos estimulantes[1] que já é conhecida desde os anos de 1820, mas os seus efeitos como estimulante, só foram melhor detalhados em 1981, quando seus efeitos de bloqueio na ação da adenosina foram correlacionados com seus efeitos estimulatórios do SNC (sistema nervoso central)[2].

 

A cafeína é o estimulante lícito mais consumido no mundo[3], ela atua no SNC bloqueando os receptores de adenosina, e impedindo que a própria adenosina possa se ligar aos receptores e, cumprir assim, o que se esperaria dela, que é o seu efeito sedativo no SNC[4].

 

Já na parte de melhoria da atividade física, a utilização de cafeína na tentativa de aumentar a performance em atividades desportivas já é uma coisa bem difundida.

 

O fato da cafeína ser um antagonista competitivo dos receptores de adenosina, nos leva a pensar que ela pode ter a capacidade de desacoplamento da atividade ATPase na musculatura esquelética, o que pode potencializar a liberação de cálcio no retículo sarcoplasmático[5], podendo ainda estar associada a lipólise (mobilização de gordura para utilização como forma de energia) e também levar a uma redução da concentração plasmática de potássio durante o exercício[6].

 

Alguns comentam que a cafeína, poderia ter ação direta sobre a musculatura, aumentando a capacidade de realizar exercícios físicos de alta intensidade e curta duração[7].

 

Isso talvez fosse possível, pois como já colocado, a cafeína pode aumentar a concentração de cálcio no retículo sarcoplasmático, e isso seria determinante pelo fato da importância do cálcio para o processo de contração muscular[8].

 

A lipólise por sua vez, poderia de certa forma como sugerem alguns autores, poupar o glicogênio, e isso pela já citada mobilização da gordura através da lipólise para ser utilizada como fonte de energia, se bem que ainda é muito incompreendida essa forma de ação, e nem todos os especialistas compartilham dessa mesma opinião[9].

 

Os produtos pré-treino atuais do mercado, como no nosso caso aqui do Power Jack NOX PUMP, se utilizam dos efeitos da cafeína na tentativa de aumentar a performance durante o treino.

 

Portanto, a cafeína contida nos suplementos pré-treino atualmente no mercado, como o Power Jack NOX PUMP, podem ajudar em muito a performance do praticante de musculação em suas seções de treino.

 

Creatina

 

A creatina (ácido a-metil guanidino acético), se tornou nos dias atuais um forte aliado dos praticantes de atividades físicas, e tem o seu uso e comercialização atualmente liberado pela ANVISA.

 

Estudos demostram que a creatina é capaz de melhorar o rendimento em exercícios de força e potência, além de poder auxiliar na hipertrofia e ganho de massa muscular[10,11,12,13,14].

 

Todas as pessoas possuem creatina no corpo, pois o corpo de todos nós se utiliza dela para executar algumas funções básicas do dia-a-dia, e ela é encontrada principalmente na musculatura esquelética.

 

Nosso corpo produz cerca de 1 grama de creatina por dia, e faz isso a partir de 3 aminoácidos, a glicina, a arginina e metionina, e essa produção acontece principalmente no fígado, rins e pâncreas. Nós também obtemos cerca de 1 grama de creatina na alimentação, que somado à produção do nosso corpo, totaliza cerca de 2 gramas de creatina por dia[15].

 

A creatina serve no nosso corpo, como a primeira linha de produção energética do músculo, pois ela atua como reserva para a rápida regeneração do ATP (trifosfato de adenosina).

 

A "mágica" ocorre da seguinte forma:

 

Aqui, apenas para o nosso entendimento da função da creatina no corpo de todos nós, vamos batizar o ATP como "nossa usina de energia".

 

Assim como quaisquer outras células do nosso corpo, as células musculares quebram o ATP liberando cerca de 11,5 kcal/mol de energia, e desta forma o ATP ao ser quebrado, se transforma no ADP[16].

 

Esse ADP agora para ser utilizado novamente, precisa ser transformado de novo em ATP, e é aí que a creatina entra, pois a medida que em nossos músculos a quantidade de ATP cai, a creatina reage com o ADP para produzir novamente o ATP.

 

Portanto, podemos dizer que a creatina é uma linha de produção de energia muito importante na nossa musculatura na hora do exercício, pois a creatina presente na nossa musculatura tem a capacidade de reestruturar novamente o ATP e, desta forma, proporciona junto com o ATP suprimento de energia rápida suficiente para sustentar contrações musculares por cerca de até 10 segundos[17], sem que para isso seja necessário ainda a utilização do glicogênio como forma de energia.

 

A diferença da energia obtida pelo glicogênio e pela creatina, é que depois que a creatina fez o seu papel inicial de prover a energia de forma mais rápida, entra em cena o glicogênio, que não tem uma característica de prover energia de forma tão rápida como a creatina, mas consegue manter a energia de forma mais sustentada[18].

 

Daqui tiramos a conclusão, e podemos ver que se os estoques de creatina na musculatura esquelética estiverem sempre em alta, iremos ter uma maior disponibilidade para a execução dos exercícios de forma intensa, adiar a fadiga e ainda poderíamos até estar de certa forma poupando nosso glicogênio muscular para ser utilizado em um momento em que fosse mais necessário.

 

Outra característica bastante atribuída à creatina, é o fato do seu potencial osmótico, que arrasta a água para dentro da célula quando acumulada nela[19], o que promove uma hiper-hidratação.

 

Essa hiper-hidratação é apontada por muitos, como um fator contribuinte que leva a um melhor "PUMP" muscular na hora do treinamento.

 

Essa ciência toda envolvida na creatina, é o que faz dela até hoje integrante presente e importante nos suplementos pré-treino, como o que estamos aqui comentando hoje para os nossos leitores, que é o Power Jack NOX PUMP.

 

Conclusão

 

Existe como demostrado aqui, base científica suficiente para comprovar a eficácia de tais suplementos pré-treino.

 

Mas deixando sempre como recado aos nossos leitores, que o ganho de massa muscular será sempre um conjunto da alimentação, treino, descanso e disciplina boa num modo geral, e se caso algo em alguns desses pontos falhar, não ache que o uso de um pré-treino vai te salvar.

 

Pois é bem comum ver pessoas que se alimentam mal por exemplo, experimentar um pré-treino e não ver resultados, e colocar a culpa da falta de resultados no suplemento pré-treino, e em casos assim, nenhum suplemento iria ajudar para casos em que a alimentação está inadequada.

 

Suplementos pré-treino podem entrar no contexto da rotina de um praticante de musculação, para somar a uma boa rotina de treino e alimentação já existente, e na dificuldade de se montar bem uma rotina de treino e alimentação, a ajuda de bons profissionais educadores físicos e nutricionistas, vai ser sempre a melhor opção.

 

Referências:

 

1 - Rang & Dale Farmacologia Rang Rang, James M. Ritter, Rod J. Flower, Graeme Henderson, 2015.

 

2 - Daly JW – Caffeine analogs: biomedical impact. Cell Mol Life Sci, 2007.

 

3 - Tarnopolsky MA. Caffeine and endurance performance. Sports Med 1994.

 

4 - Dependência Química: Prevenção, Tratamento e Políticas Públicas - Alessandra Diehl, Daniel Cruz Cordeiro, Ronaldo Laranjeira, 2009.

 

5 - Favero TG, Zable AC, Colter D, Abramson JJ. Lactate inhibits Ca2 plus activated Ca2 plus-channel activity from skeletal muscle sarcoplasmic reticulum. J Appl Physiol 1997.

 

6 - Tarnopolsky MA. Caffeine and endurance performance. Sports Med 1994 [link] acessado em 12/10/2016.

 

7 - Lopes, J.M.; Aubier, M.; Jardim, J.; Aranda, J.V.; Macklem, P.T. Effect of caffeine on skeletal muscle function before and after fatigue. J. Appl. Physiol., v.54, n.5, p.1303-1305, 1983.

 

8 - Roy, B.; Tarnopolsky, M.; Macdougall, J.D.; Hicks, A. Caffeine and neuromuscular fatigue in endurance athletes. Can. J. Appl. Physiol., v.19, n.1(Suppl), p.S41, 1994.

 

9 - Graham, T. E. Caffeine and exercise: metabolism, endurance and performance. Sports Medicine, Auckland, v. 31, n. 11, p. 785-807, 2001 [link] acessado em 12/10/2016.

 

10 - Hoffman J, Ratamess N, Kang J, Mangine G, Faigenbaum A, Stout J. Effect of creatine supplementation on performance and endocrine responses in strength/power athletes. Int J Sport Nutr Exerc Metab, 2006.

 

11 - Maganaris CN, Maughan RJ. Creatine supplementation enhances maximum voluntary isometric force and endurance capacity in resistance trained men. Acta Physiologica Scandivavica. ,1998.

 

12 - Volek JS, Duncan ND, Mazzeti SA, Staron RS, Putukian M, Gomes AL, Pearson DR, Fink WJ, Kraemer WJ. Performance and muscle fiber adaptations to creatine supplementation and heavy resistance training. Medicine and Science in Sports and Exercise., 1999.

 

13 - Bemben MG, Lamont HS. Creatine supplementation and exercise performance: recent findings. Sports Med , 2005.

 

14 - Willoughby DS, Rosene JM. Effects of oral creatine and resistance training on myogenic regulatory factor expression. Med Sci Sports Exerc, 2003.

 

15 - Wyss M and Kaddurah-Daouk R. Creatine and creatinine metabolism. Rev . Physiol., 2000.

 

16 - Fisiologia Médica - Walter F. Boron, Emile L. Boulpaep, 2015.

 

17 - Anatomia e Fisiologia de Seeley - Cinnamon VanPutte, Jennifer Regan, Andrew Russo, 2016.

 

18 - Nutrição Esportiva, Ronald J. Maughan, Louise M. Burke, 2004.

 

19 - Haussinger D, Lang F and Gerok W. Regulation of cell function by the cellular hydration state. Am J Physiol, 1994.

 



 

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