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Oxandrolona, a queridinha das mulheres

 

Marcelo Calazans

Elaborado em 15/06/2016

 

O esteroide anabolizante androgênico Oxandrolona, ou apenas Oxandrolona como é atualmente mais conhecida, foi descrita pela primeira vez em 1962 por Raphael Pappo[1], e lançada como medicamento pela gigante farmacêutica G.D. Searle e Co., atual Pfizer, sob a marca registada Anavar, e introduzida nos Estados Unidos em 1964 como medicamento para tratamentos clínicos de doenças[2].

 

Como medicamento, a Oxandrolona foi utilizada em inúmeras aplicações terapêuticas e no tratamento de doenças, incluindo a promoção do crescimento de tecido magro durante doença catabólica e pós cirurgia, durante a administração de corticosteroides, apoio em pacientes com osteoporose, certos casos de AIDS, síndrome de turner em meninas e atraso constitucional do crescimento e da puberdade em meninos[2].

 

A ideia inicial quando a Oxandrolona foi sintetizada pela primeira vez, era a de criar um anabolizante mais suave[2], e de todos os anabolizantes conhecidos, a Oxandrolona é citada popularmente por muitos, em academias e grupo de amigos, por ser o mais suave dos anabolizantes no quesito efeitos colaterais.

 

Isso pode ser confirmado se levarmos em consideração alguns estudos, que para tratamento clínico, colocam a Oxandrolona como droga bem aceita e com poucos colaterais no tratamento de crianças e adolescentes do sexo feminino[9,10].

 

Em um desses estudos[9], com pacientes pediátricos portadores de fibrose cística, nenhuma das meninas teve alterações nos níveis de enzimas hepáticas, e nenhuma apresentou problemas causados por efeito andrógeno.

 

Foi graças ao seu baixo perfil de efeitos colaterais, que a Oxandrolona acabou sendo uma das opões mais requisitadas pelo público feminino.

 

Mas devemos alertar que esses estudos são feitos com doses terapêuticas, que são doses muito inferiores às doses que as mulheres usam em seus ciclos.

 

As doses utilizadas nos ciclos visando crescimento muscular e melhoria físico estética, são muito elevadas, e por isso, não se iluda em usar a Oxandrolona e não ter colateral nenhum. Não existe um ciclo de esteroides anabolizantes com risco zero de colaterais, os colaterais sempre poderão existir.

 

Todos os esteroides anabolizantes pertencentes ao grupo dos 17-alfa alquilados (17aa) possuem problemas relacionados com a sobrecarga hepática. A Oxandrolona faz parte deste grupo, mas de todas as substâncias pertencentes a esse grupo, a Oxandrolona parece ser a que menos apresenta esses colaterais.[3,4].

 

Um dos colaterais mais comuns que ocorrem com as mulheres usuárias de esteroides anabolizantes, é o caso da amenorreia, que se caracteriza pela parada da menstruação[5], que acontece também com a Oxandrolona, mas segundo relatos, isso ocorre em menor escala na comparação com outros esteroides anabolizantes.

 

A aparição da amenorreia, pode ajudar a diagnosticar a quebra do ciclo hormonal feminino afetado pela ação do anabolizante. Portanto, apesar do impacto da Oxandrolona sobre o ciclo hormonal da mulher poder ser considerado menor, ele sem dúvida não deixa de existir[5].

 

Outro ponto importante que é colocado por algumas pessoas, é a tentativa de se usar a Oxandrolona com a ideia de se diminuir o percentual de gordura, favorecendo o emagrecimento.

 

Existem referências[6] que poderíamos usar para demonstrar um certo benefício dos anabolizantes na diminuição da gordura corporal. Hoje já é colocado por alguns especialistas[7,8], que a diminuição de testosterona no homem de meia idade, pode ser a causa dos indesejáveis acúmulos de gordura nos homens desta faixa etária.

 

Mas com relação às mulheres que procuram a Oxandrolona com a intenção de diminuição do percentual de gordura e emagrecimento, devemos ressaltar que o impacto que um anabolizante pode ter neste aspecto, é pequeno se comparado ao impacto que a alimentação e o treino teriam sobre isso.

 

Por experiência de décadas observando muitos casos, podemos especular que 70% do resultado de emagrecimento estaria ligado com a alimentação, de nada adianta uma pessoa obesa que não muda seus hábitos alimentares, tentar Oxandrolona ou qualquer outro esteroide anabolizante para emagrecer.

 

Uma coisa que as pessoas devem ter em mente de um modo geral, é que anabolizantes não fazem milagres, e o mais importante para se ter resultados será sempre o treino e a dieta, com ou sem o uso de anabolizantes, portanto, não se iluda.

 

Não se iluda também com falsas alegações de que existem maneiras de se fazer um ciclo de esteroides anabolizantes com “risco zero”, pois sempre haverá risco em fazer uso de qualquer esteroide anabolizante, principalmente quando utilizado visando melhorias físico estéticas e crescimento muscular.

 

Referências:

 

1 - M. Fox et al. J. Clin Endocrinol Metab 22 1962.

 

2 - William Llewellyn's, Anabolics E-Book Edition 2011.

 

3 - Studies on anabolic steroids. II--Gas chromatographic/mass spectrometric characterization of oxandrolone urinary metabolites in man. Masse R, Bi HG,Ayotte C, Dugal R. Biomed Environ Mass Spectrom. 1989.

 

4 - Methyltestosterone, related steroids, and liver function. DeLorimier, Gordan G,Lowe R. et al. Arch Int. Med 116 (1965).

 

5 - Russi, MC. Manual da TPC feminina. Matérias Musculação, São paulo, ago. 2016. [link] acessado em 09/10/2018.

 

6 - Ghaphery NA. Performance-enhancing drugs. Orthop Clin North Am 1995.

 

7 - Glenville, Marilyn PhD, Fat arround the middle. 2011.

 

8 - Evans, Nick A., Current Concepts in Anabolic-Androgenic Steroids. 2004.

 

9 - Varness, Todd et al. “Oxandrolone Improves Height Velocity and BMI in Patients with Cystic Fibrosis” International journal of pediatric endocrinology vol. 2009. [link] acessado em 26/03/2019.

 

10 - Gault, Emma Jane et al. “Effect of oxandrolone and timing of pubertal induction on final height in Turner's syndrome: randomised, double blind, placebo controlled trial” BMJ (Clinical research ed.) vol. 342 d1980. 14 Apr. 2011. [link] acessado em 26/03/2019.

 



 

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