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Inulina e FOS - Guia Completo (Florazen)

 

  • Inulina e FOS

Marcelo Calazans

Elaborado em 05/11/2016

 

RUSSI, MC. Inulina e FOS - guia completo (florazen). Matérias Musculação, São paulo, nov. 2016.

 

Introdução

 

Para quem nunca ouviu falar mais detalhadamente sobre a flora intestinal, e acha que bactéria é apenas uma coisa ruim, vai estranhar se alguém disser que as bactérias contidas no nosso intestino somam cerca de trilhões de unidades, e que juntas, são mais abundantes do que a quantidade de células do nosso corpo[1].

 

Existem as bactérias patogênicas, que podem potencialmente causar doenças, e como exemplo podemos citar as bactérias do gênero Salmonella[2], e existem as bactérias não patogênicas, que são aquelas que não causam doenças[3].

 

Investigações sobre isso nos levam a pensar que essa enorme colônia de bactérias contidas no nosso trato digestivo, desempenha um papel que não seria nocivo à nós, e ainda mais, poderíamos dizer que existe uma simbiose, em que nós nos beneficiamos da ajuda digestiva que essas bactérias nos dão, assim como elas se beneficiam do que nós propiciamos à elas, que é um local no qual elas podem viver e se reproduzir[4].

 

Ainda não é totalmente compreendida a função de toda essa vasta vida microbiana que existe no nosso trato digestivo, mas já se sabe que uma flora intestinal saudável ajuda na digestão, atuando na melhoria da resistência aos invasores microbianos nocivos[5].

 

Estudos atuais já trazem informações que relacionam a microbiota intestinal aos problemas de obesidade[6].

 

Portanto não nos faltaria motivos para querermos nossa flora intestinal sempre bem regulada.

 

Existem produtos no mercado que prometem ajudar na melhoria da flora intestinal, como o Florazen que citamos no início, e vamos explicar melhor como tudo isso acontece.

 

Vamos comentar sobre duas substâncias abaixo, que são parte integrante do Florazen.

 

Frutooligossacarídeo (FOS)

 

Os frutooligossacarídeos (FOS) são oligossacarídeos que podem ser chamados de açúcares não convencionais, que não são metabolizados pelo organismo humano e, portanto, não se tornam calóricos. Eles são considerados prebióticos, pois eles promovem seletivamente o crescimento de microrganismos probióticos no trato digestivo[7].

 

Os FOS demostraram em estudos seu potencial de reduzir os níveis de colesterol, e ajudaram na diminuição da glicemia podendo ser aliados dos indivíduos diabéticos[8].

 

A melhoria da flora intestinal que se origina no consumo dos FOS é indiscutível entre alguns autores, e além de reforçarem a melhora no perfil lipídico e diminuição da glicemia nas pessoas, essa melhoria da flora intestinal pode estar associada a destruição de bactérias putrefativas, e ainda ser benéfica para casos de pessoas que sofrem de constipação[9].

 

O crescimento de microrganismos probióticos do tipo bifidobactérias no trato digestivo que os FOS propiciam, ainda estão ligados a outras descobertas interessantes, como a diminuição na incidência de certos tipos de tumores cancerígenos[10], o que faz dos FOS conhecidos como assistentes da "flora amigável" do trato intestinal.

 

A incorporação de FOS na dieta ou uma suplementação, intensifica a viabilidade e adesão dessas bactérias benéficas no trato gastrointestinal, mudando a composição de sua microbiota[7].

 

Essa proliferação de bactérias benéficas no trato gastrointestinal, acaba por inibir a proliferação de bactérias patogênicas, incluindo escherichia coli e clostridium perfringens. Podemos dizer que essas bactérias amigas não patogênicas, formam um escudo protetor contra as infecções bacterianas[11].

 

Existem oligossacarídeos que podem ser encontrados em mais de 36 mil espécies de plantas[12], e podemos listar as alcachofras, aspargos, beterraba, chicória, banana, alho, cebola, trigo e tomate[8,13,14].

 

Portanto, essa listada aqui, é a importância de uma flora intestinal bem regulada, pois o crescimento e proliferação dessas bactérias benéficas no trato gastrointestinal do hospedeiro, pode nos trazer diversas melhorias à saúde.

 

Esperamos que as pessoas que viam as bactérias apenas como coisas ruins, tenham mudado seu modo de pensar ao lerem isso.

 

Inulina

 

Antes de entrarmos em maiores detalhes sobre a inulina, vamos falar um pouco das fibras alimentares.

 

As fibras alimentares formam a base dos vegetais, que é a parte formada pela celulose do vegetal que ingerimos na nossa alimentação e que o nosso sistema digestivo não consegue digerir.

 

Apesar dela não ser digerida, ela se mistura ao bolo alimentar no trato digestivo, e cumpre assim importante papel da regulação do sistema digestivo.

 

O consumo adequado de fibras na dieta, parece contribuir para a diminuição de certas doenças, como a doença coronariana[15], acidente vascular cerebral[16], hipertensão arterial[17], diabetes e alguns problemas gastrointestinais[18,19].

 

Acredita-se que esses benefícios à saúde que trazem as fibras na alimentação, estejam ligados à diminuição da quantidade de lipídios no corpo, melhora do controle glicêmico, podendo ainda estar associada como auxiliar na redução de peso corporal[20,21,22,23].

 

A inulina se encaixa na categoria fibras alimentares[24], e ela é um frutano, que é na verdade um tipo de carboidrato encontrado em alimentos comuns, como por exemplo, banana, alho, cebola, trigo e chicória[25], ela é obtida em escala industrial geralmente a partir da extração das raízes de chicória em água quente, na qual após esse processo, ela é refinada e secada por atomização[24].

 

Podemos dizer, que a inulina não é uma fibra alimentar convencional como citamos no início o caso da celulose dos vegetais não digerida, mas ela pode cumprir a mesma tarefa das fibras convencionais, só que de uma forma diferente.

 

As enzimas contidas no nosso intestino, não conseguem hidrolisar as ligações do tipo beta (2 - 1) contidas na inulina, sendo assim, esses polímeros chegam intactos ao cólon[24], semelhante ao que acontece com as fibras convencionais compostas de celulose que não são digeridas, e ambas então conseguem chegar até o cólon podendo assim causar um aumento do volume fecal.

 

Portanto, a inulina se ingerida com frequência, pode auxiliar uma pessoa com deficiência de ingestão de fibras vindas da dieta.

 

Conclusão

 

Apesar de tais elementos serem encontrados hoje nos suplementos, como o nosso exemplo aqui do Florazen, o melhor é tentar se obter isso tudo de forma natural vinda de uma alimentação balanceada, que um bom nutricionista estará apto a ajudar na montagem.

 

Lembrando também, que apesar de colocado na matéria a contribuição de tais elementos para a redução da gordura, devemos enfatizar o fato de que a diminuição de gordura está intimamente ligada à dieta como um todo, bem como a um estilo de vida saudável e a prática de exercícios, e nunca que apenas um único suplemento, será o determinante para que uma pessoa perca gordura corporal.

 

Referências:

 

1 - Hooper LV, Gordon JI. Commensal host-bacterial relationships in the gut. Science 2001;292:1115–8.

 

2 - Tratamento de Efluentes e Recuperação de Recursos - Leonard Metcalf, Harrison P. Eddy, 2015.

 

3 - Manipulador de alimentos - SENAI-SP Editora, 2015.

 

4 - Sears CL. - A dynamic partnership: Celebratingour gut flora, 2005.

 

5 - Cash HL, Hooper LV. Commensal bacteria shape intestinal immune system development. ASM news 2005;71:77–83.

 

6 - Kobyliak N, Virchenko O, Falalyeyeva T. - Pathophysiological role of host microbiota in the development of obesity, 2016.

 

7 - Passos, Luciana Maria Liboni and Park, Yong Kun. Frutooligossacarídeos: implicações na saúde humana e utilização em alimentos, 2003.

 

8 - Yamashita, K.; Kawai, K.; Itakamura, M. Effects of frutooligosaccharids on blood-glucose and serum lipids in diabetic subjects. Nutrition Research, Fukuoka, v.4, p.961-966, 1984.

 

9 - Hidaka, H. et al. Effects of frutooligosaccharids on intestinal flora and human health. Bifidobacterium Microlfora, Toio, v.5, p.37-50, 1986.

 

10 - Modler, H.W.; Mckellar, R.C.; Yaguchi, M. Bifidobacteria and bifidogenic factors. Canad Instit Food Sci Techn J, Kamptville, v.23, p.29-41, 1990.

 

11 - Wang, X.; Gibson, G.R. Effects of the in vitro fermentation of oligofructose and inulin by bacteria growing in the human large intestine. J Appl Bacteriol, Cambridge, v.74, n.4, p.373– 380, 1993.

 

12 - Roberfroid M. Dietary fiber, inulin, and oligosaccharides: a review comparin their physiological effects. Crit Rev Food Sci Nutr, Cambridge, Inglaterra, v.33, n.2, p.103–108, 1993.

 

13 - Spiegel, J.E. et al. Safety and benefits of frutooligosaccharides as food ingredients. Food Techn, Boston, v.48, p.85-89, 1994.

 

14 - Yun, J.W. Fructooligosaccharides - Occurrence, preparation and applications. Enzymes and Microbial Technology, Kyungbug, v.19, p.107-117, 1996.

 

15 - Liu S, Stampfer MJ, Hu FB, Giovannucci E, Rimm E, Manson JE, et al. Whole-grain consumption and risk of coronary heart disease: results from the Nurses' Health study. Am J Clin Nutr., 1999.

 

16 - Steffen LM, Jacobs DR Jr, Stevens J, Shahar E, Carithers T, Folsom AR. Associations of whole-grain, refined grain, and fruit and vegetable consumption with risks of all-cause mortality and incident coronary artery disease and ischemic stroke: the Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC) Study. Am J Clin Nutr., 2003.

 

17 - Whelton SP, Hyre AD, Pedersen B, Yi Y, Whelton PK, He J. Effect of dietary fiber intake on blood pressure: a meta-analysis of randomized, controlled clinical trials. J Hypertens., 2005.

 

18 - Montonen J, Knekt P, Jarvinen R, Aromaa A, Reunanen A. Whole-grain and fiber intake and the incidence of type 2 diabetes. Am J Clin Nutr., 2003.

 

19 - Petruzziello L, Iacopini F, Bulajic M, Shah S, Costamagna G. Review article: uncomplicated diverticular disease of the colon. Aliment Pharmacol Ther., 2006.

 

20 - Brown L, Rosner B, Willett WW, Sacks FM. Cholesterol-lowering effects of dietary fiber: a meta-analysis. Am J Clin Nutr., 1999.

 

21 - Williams CL, Strobino BA. Childhood diet, overweight, and CVD risk factors: the Healthy Start project. Prev Cardiol., 2008.

 

22 - Anderson JW, Randles KM, Kendall CWC, Jenkins DJA. Carbohydrate and fiber recommendations for individuals with diabetes: a quantitative assessment and meta-analysis of the evidence. J Am Coll Nutr.,2004.

 

23 - Birketvedt GS, Shimshi M, Erling T, Florholmen J. Experiences with three different fiber supplements in weight reduction. Med Sci Monit., 2005.

 

24 - Roberfroid M. Introducing inulin-type fructans. Br J Nutr., 2005.

 

25 - Roberfroid M, Delzenne N. Dietary fructans. Annu Rev Nutr., 1998.

 



 

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