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A Ciência por traz da Impotência Sexual no Fisiculturismo

 

  • Impotência

Marcelo Calazans

Elaborado em 29/11/2017

 

RUSSI, MC. A cência por traz da impotência sexual no fisiculturismo. Matérias Musculação, São paulo, nov. 2017.

 

 

 

Introdução:

 

É muito comum vermos associado aos praticantes de musculação e atletas do fisiculturismo, em alguns casos de forma até errônea pela sociedade e pela mídia, o fator impotência sexual.

 

Isso geralmente é creditado devido ao abuso na utilização de esteroides anabolizantes, que podem de certa forma comprometer a função sexual do homem em algumas situações.

 

Para esclarecer esse assunto até “mitológico”, vamos explicar nessa matéria de hoje, como funcionam esses processos no corpo masculino, utilizando para isso material de cunho científico.

 

Já é bem relacionado em estudos e literaturas[1,2] o papel da testosterona na função sexual masculina, e podemos dizer que níveis normais e estáveis de testosterona no homem contribuem para que a libido e função sexual se mantenham saudáveis.

 

Um estudo[1] conduzido em homens com baixas taxas de testosterona, produziu dados que puderam demonstrar uma relação clara entre concentrações normais de testosterona e a função sexual, o que acabou propondo que níveis normais de testosterona são necessários para manter saudável o funcionamento sexual masculino.

 

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino[3], ele é um hormônio lipídico produzido a partir do colesterol[4]. A testosterona pertence à classe dos esteroides anabólicos androgênicos (EAA), ou como é mais conhecida, simplesmente por esteroide anabolizante.

 

Para compreendermos melhor a relação da testosterona com os demais esteroides anabolizantes, é necessário entender alguns passos básicos da produção de testosterona nos homens.

 

No corpo do homem, existe um eixo hormonal (HPTA) responsável pela produção e controle da homeostase da testosterona[5].

 

O HPTA (eixo hipotálamo-pituitária-testicular), ou HPT como também é referenciado por alguns, consiste em um eixo hormonal de várias fases. Existe nesse eixo a participação importante de três regiões do corpo masculino, que fazem parte do nosso sistema endócrino, o hipotálamo, a pituitária e os testículos[5].

 

Tudo se inicia no hipotálamo, que é uma pequena área no nosso cérebro que pesa cerca de 4 gramas de um total de cerca de 1,5 Kg de um cérebro adulto, mas apesar de pequeno, o hipotálamo é de essencial importância para a vida[6].

 

O hipotálamo controla vários aspectos importante para a manutenção da vida e da saúde, e no controle da parte sexual masculina, ele libera um hormônio pulsátil chamado de GnRH[7], que é liberado em pulsos com intervalos de 60 a 90 minutos[8]. O GnRH é o hormônio que inicia todo o processo do eixo HPTA e da produção de testosterona.

 

O GnRH liberado pelo hipotálamo, irá acionar uma segunda etapa do eixo, no qual a glândula pituitária, ou hipófise[9], ao receber a informação química passada pelo GnRH, dará início a produção de dois outros hormônios, o LH (hormônio luteinizante) e o FSH (hormônio folículo-estimulante)[10].

 

Os testículos possuem dois agrupamentos de células, as células de Leydig e as células de Sertoli, que respondem respectivamente aos sinais químicos do LH e do FSH[10].

 

O LH tem a função de informar as células de Leydig dos testículos da necessidade de se produzir a testosterona[11]. Podemos dizer que as concentrações de LH e de testosterona no corpo de um homem se correlacionam positivamente, e aumentos nos níveis de LH sempre precedem aumentos nos níveis de testosterona[12].

 

Já o FSH tem como alvo as células de Sertoli, regulando assim a espermatogênese[11], que no final acaba resultando na produção de espermatozoides[10].

 

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Função sexual e os esteroides anabolizantes:

 

A partir deste ponto, e tendo como base o que foi dito na Introdução desta matéria, já somos capazes de entender que a testosterona é muito importante para uma função sexual masculina saudável, e já podemos compreender também como funciona o processo de produção da testosterona no corpo masculino.

 

Vamos agora iniciar as explicações que relacionam o conteúdo explicado na Introdução aos demais esteroides anabolizantes.

 

Todos os esteroides anabolizantes interferem no eixo HPTA, uns mais e outros menos (inclusive a própria testosterona), fazendo com que haja durante o uso uma diminuição na produção de testosterona endógena natural do homem[13].

 

Vamos citar alguns exemplos:

 

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Oxandrolona:

 

Apesar de ser relacionada por alguns autores como a mais fraca em termos de inibição do eixo HPTA[14], um estudo realizado em homens com 12 semanas de uso de oxandrolona, usando de 20 mg a 40 mg por dia, causou uma redução aproximada de 45% nos níveis de testosterona total, e outro grupo usando 80 mg, notou uma diminuição de 66% de testosterona total[15].

 

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Estanozolol:

 

Estudos clínicos administrando 10 mg por dia de estanozolol para indivíduos masculinos saudáveis durante 14 dias, causou uma queda média no nível de testosterona no plasma de 55%[16].

 

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Dianabol:

 

Estudos feitos com o Dianabol, em doses de 15 mg por dia por 8 semanas, indicaram a diminuição da produção natural (endógena) de testosterona em 69%[17].

 

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Nandrolona (Deca):

 

A administração de 100 mg por semana de decanoato de nandrolona (Deca-Durabolin®) em 6 semanas de estudo, demonstrou uma redução aproximada de 57% nos níveis de testosterona total, uma outra amostragem com a dosagem de 300 mg por semana, reduziu até 70%[18].

 

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Problemas durante e depois do ciclo:

 

Vamos explicar aqui duas formas dos esteroides anabolizantes afetarem a função sexual nos homens, que é durante e depois de um ciclo com esteroides anabolizantes.

 

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Durante o ciclo:

 

Durante um ciclo, o que na maioria das vezes ocorre é um aumento no desejo sexual, bem como na frequência da cópula e do orgasmo[19].

 

Isso ocorre principalmente nos ciclos de esteroides anabolizantes que são feitos com a testosterona usada de forma exógena. Podemos citar como exemplo de testosterona exógena a Durateston®, o Deposteron®, o enantato de testosterona e o propionato de testosterona.

 

Pois como a testosterona é o principal esteroide sexual masculino, e ela é responsável por aumentar o desejo sexual, uma das respostas mais comuns neste caso é o efeito estimulante[13].

 

Mas durante o ciclo pode ocorrer também o contrário, dependendo de como a estrutura do ciclo foi montada.

 

No caso de um ciclo feito apenas com o decanoato de nandrolona (Deca-Durabolin®) sem uma forma de testosterona exógena combinada, pode ocorrer a diminuição da função sexual masculina[20].

 

Isso ocorre, pois, a nandrolona, como já citado acima, tem o potencial de inibir o eixo HTPA diminuindo a produção natural de testosterona no homem, mas em contrapartida, a nandrolona não tem a mesma capacidade de estimular a função sexual masculina como faz a testosterona, o que acaba culminando em algo que é bem comum de se verificar em ciclos apenas com nandrolona, que é a perda da função sexual masculina durante o ciclo.

 

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Depois do ciclo:

 

Após o ciclo, talvez seja o problema de perda da função sexual que ocorre com mais frequência.

 

Já citamos acima com exemplos, que todos os esteroides anabolizantes, uns mais e outros menos, inibem o eixo HPTA diminuindo assim a produção natural de testosterona no homem.

 

Quando termina o ciclo, o eixo HPTA e consequentemente a produção natural de testosterona demoram a se recuperar, e com o termino do ciclo, não teríamos mais o estímulo do esteroide anabolizante (testosterona exógena) atuando na manutenção da libido e função sexual, o que pode resultar em um problema pós ciclo de perda de libido, apetite sexual e parada no funcionamento normal das funções sexuais do homem.

 

Um estudo[21] foi realizado para demonstrar essa ideia. Um grupo de homens saudáveis foi submetido a administração do esteroide anabolizante enantato de testosterona por 21 semanas.

 

Observou-se então neste estudo, após o termino das 21 semanas, que os níveis de LH começaram a subir apenas entre a 5ª e a 10ª semanas, e a produção propriamente dita de testosterona natural endógena, só começou a ter seus níveis normalizados após a 10ª semana.

 

Considerando os dados passados por esse estudo, podemos dizer que ficar cerca de 10 semanas após o ciclo com a testosterona baixa, é algo demasiado perigoso para a saúde da função sexual masculina, e é isso que traz na maioria das vezes, os problemas de libido, ereção e baixa função sexual nos homens pós ciclo de esteroides anabolizantes.

 

Para se tentar reverter esse problema, é comum os homens fazerem após o ciclo, uma rotina que é chamada de TPC (terapia pós ciclo)[22], que visa em uma de suas funções, minimizar esse problema na tentativa de acelerar a recuperação do eixo HPTA e da produção natural de testosterona.

 

Mas devemos alertar, que essa terapia pós ciclo (TPC) nem sempre tem uma eficácia de 100%, e por esse motivo, alertamos as pessoas para que tomem muito cuidado antes de pensar em fazer uso de esteroides anabolizantes.

 

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Outras considerações sobre a função sexual:

 

Devemos ressaltar, que apesar da testosterona ter um papel aparentemente principal na função sexual masculina, não é apenas a testosterona a responsável pela boa saúde da função sexual, e existem outros fatores associados a isso.

 

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Estrogênio:

 

O estrogênio, que é o hormônio predominante nas mulheres, nos homens parece ter também influência na função sexual[23,24,25,26].

 

Em um primeiro estudo que avaliamos[23], o estrogênio parece exercer uma melhora no quadro de disfunção sexual masculina quando ela ocorre devido a uma baixa concentração de andrógenos.

 

Já no segundo estudo avaliado[25], foi feita a administração isolada de etinilestradiol em uma das amostragens, que é um estradiol 17-alfa para uso oral (17-alfa-etinilo), e que apresenta alta potência estrogênica quando administrado por essa via.

 

Essa administração foi feita em homens com função sexual normal e taxas normais de testosterona, durante o estudo se observou uma redução do interesse sexual e atividade sexual no grupo testado.

 

Avaliamos por último um terceiro estudo[26], que é um estudo muito conhecido realizado em 2013 por Joel S. Finkelstein, M.D.

 

Neste estudo foi administrado testosterona a dois grupos de homens, e um dos grupos teve também administrado um inibidor de aromatase. No grupo em que o estrogênio teve menores concentrações devido a administração do inibidor de aromatase, houve queda de libido prejudicando a capacidade sexual dos homens.

 

Estes estudos mostram que o estrogênio pode modular a função sexual masculina, estando ele em doses muito elevadas ou muito reduzidas de acordo com cada caso.

 

Constatamos com isso, que para que haja, portanto, uma boa saúde sexual masculina, o estrogênio deve-se manter em seu estado de equilíbrio normal.

 

Sabemos que é bem comum em ciclos de esteroides anabolizante algumas inconsistências com o estrogênio, e ele pode se encontrar aumentado em algumas situações.

 

Mas alertamos para que nunca se faça uma automedicação, pois é bem comum nestes casos, a pessoa sem ter realizado um prévio exame laboratorial e, portanto, sem saber se está ou não com nível de estrogênio alterado, já partir para a automedicação utilizando inibidores de aromatase (IA) ou SERMs na tentativa de inibir a ação do estrogênio.

 

Essas medidas devem ser feitas e acompanhadas sempre por um profissional da área de saúde habilitado para isso.

 

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Prolactina:

 

É comum relatos de prolactina aumentada em ciclos de esteroides anabolizantes.

 

Fizemos anteriormente uma matéria que avalia a causa desses aumentos, e ela pode ser lida se necessário para esclarecimentos neste link aqui do nosso site.

 

Vamos aqui apenas relacionar a prolactina com a libido no homem.

 

Não é incomum encontramos citações afirmando que doses altas de prolactina podem causar problemas de libido e desejo sexual nos homens.

 

Já é conhecido o fato de que a prolactina tem a capacidade de afetar o eixo HTPA (explicado anteriormente), influenciando negativamente nos níveis de testosterona natural dos homens[27], o que explicaria os problemas de libido nos homens com hiperprolactinemia, que se caracteriza como um aumento nos níveis de prolactina.

 

Mas a diminuição da testosterona presente no aumento da prolactina, parece não ser a única causa dos problemas de libido nos homens com a prolactina aumentada.

 

Essa verificação foi feita por nós ao longo de pesquisa e analise de usuários de esteroides anabolizantes, e se verificou que homens com doses altas de testosterona exógena e com a prolactina aumentada, possuíam problemas de libido de forma semelhante aos homens com baixas taxas de testosterona e prolactina normal.

 

Isso pôde ser demostrado em um estudo[28] que cita a relação direta da prolactina na libido masculina, e isso devido ao proposto fator direto da prolactina na atividade dopaminérgica, mas o estudo cita também, que a evidência disto não pode ser considerada conclusiva.

 

Mas de qualquer forma, o fato é que a prolactina aumentada no corpo masculino é capaz de produzir efeitos de baixa libido que pode comprometer a função sexual masculina.

 

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Emocional:

 

Não podíamos deixar de relacionar a importância do lado emocional associado aos problemas sexuais masculinos.

 

Ao longo de nossas observações, pesquisa e análise em usuários de esteroides anabolizantes, verificamos diversos quadros em que o usuário possuía todos os requisitos anatômicos e hormonais normais para ter desejo sexual e relações sexuais naturalmente, e mesmo assim, a função sexual era sempre prejudicada principalmente pela falta da libido.

 

Ao ignorarmos a importância do lado emocional na libido masculina, podemos como muito já vimos e ainda vemos atualmente, nos equivocar no diagnóstico do problema.

 

O distúrbio conhecido por Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), já tem demostrado em estudos, que além dos fatores anatômicos e fisiológicos, possui o fator psicológico que faz parte do seu contexto e não pode ser desprezado[29].

 

Por isso que ao avaliarmos a falta de desejo sexual ou libido em um usuário de esteroides anabolizantes, não podemos de forma alguma subestimar o lado emocional do usuário na análise do caso.

 

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Conclusão:

 

Devemos enfatizar, algo que analisamos em nossos estudos de casos de usuários de esteroides anabolizantes, e dizer com isso, que não são todos os usuários de esteroides anabolizantes que acabam tendo problema na função sexual. Apenas uma parcela dos usuários acaba por adquirir o problema.

 

Mas isso não pode servir de encorajamento para os que pretende utilizar, pois nunca se sabe se você será um dos que apresentará o problema ou não.

 

A função sexual masculina é algo complexo demais, e são vários os fatores que podem colaborar para que um problema se instale.

 

Ao associarmos essa complexidade com o uso de esteroides anabolizantes, não podemos de forma alguma analisar isso tudo de forma simplista, e podemos dizer, que alguns costumam ter uma observação estreita demais com relação ao problema, e acabam diagnosticando tudo sempre considerando apenas fatores isolados.

 

Devido à complexidade do problema, sugerimos que nunca façam o diagnóstico de um problema desses baseado apenas nas opiniões de colegas ou colhidas na Internet. A consulta aos profissionais da área de saúde competentes neste segmento de análise, é necessário para que as pessoas não passem pelos problemas que infelizmente já presenciamos muito em nossas analises de casos de usuários de esteroides anabolizantes.

 

Lembrem-se, somente profissionais competentes da área médica podem ser responsáveis pela manutenção da sua saúde.

 

O ideal que aconselhamos e desejamos, é que as pessoas fiquem longe dos esteroides anabolizantes usados apenas para fins estéticos.

 

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Referências:

 

1 - Restorative increases in serum testosterone levels are significantly correlated to improvements in sexual functioning., Seftel AD, Mack RJ, Secrest AR, Smith TM.,J Androl. 2004 Nov-Dec;25(6):963-72.

 

2 - Tudo Sobre Disfunção Erétil - Ellsworth, Pamela, MD e Bob Stanley 2003.

 

3 - Os Botões de Napoleão, Penny Le Couteur, Jay Burreson, 2006.

 

4 - Reprodução Humana Masculina - Princípios Fundamentais, Margarida Fardilha, Joana Vieira Silva, Miguel Conde, 2015.

 

5 - Russi, MC. Entendendo o eixo HPTA e a produção de testosterona. Matérias Musculação, São paulo, nov. 2016.

 

6 - Sistema Nervoso - Volume 7 - Parte I - Cérebro: Coleção Netter de Ilustrações Médicas - Ted Burns, H. Royden Jones, Michael J. Aminoff, Scott L Pomeroy, 2014.

 

7 - 4 Horas por Semana - O Corpo, Timothy Ferriss, 2011.

 

8 - Histologia E Biologia Celular, Abraham L. Kierszenbaum, 2012.

 

9 - Bioquímica Médica - John Baynes, Marek H. Dominiczak, 2015.

 

10 - Anabolic Steroids a question of muscle - Dr. Michael Scally, 2008.

 

11 - Endocrinologia de Harrison - J. Larry Jameson, 2014.

 

12 - Foresta C, Bordon P, Rossato M, Mioni R, Velduis JD. Specific linkages among luteinizing hormone, follicle-stimulating hormone, and testosterone release in the peripheral blood and human spermatic vein, 1997.

 

13 - William Llewellyn's, Anabolics E-Book Edition 2011.

 

14 - Rea, Author L., 2002, Chemical Muscle Enhancement: Bodybuilders Desk References.

 

15 - The effects of oxandrolone on the growth hormone and gonadal axis in boyswith constitutional delay of growth and puberty. Malhitra A, Poon E. Et al. Clin Endocrinol (Oxf ) 1993.

 

16 - Alteration of hormone levels in normal males given the anabolic steroid stanozolol. Small M, Beastall GH, Semple CG, Cowan RA, Forbes CD. Clin Endocrinol (Oxf).1984 Jul;21(1):49-55.

 

17 - Effect of anabolic steroid (metandienon) on plasma LH-FSH, and testosterone and on the response to intravenous administration of LRH. Holma P, Adlercreutz. Acta Endocrinol (Copenh) - 1976.

 

18 - The administration of pharmacological doses of testosterone or 19nortestosterone to normal men is not associated with increased insulin secretion or impaired glucose tolerance. Karl E. Friedl et al. J Clin Endocrinol Metab 68: 971, 1989.

 

19 - Sexual functioning of male anabolic steroid abusers. Moss HB, Panzak GL, Tarter RE. Arch Sex Behav. 1993 Feb;22(1):1-12.

 

20 - Jannatifar, Rahil et al. “Effect of supraphysiological dose of Nandrolone Decanoate on the testis and testosterone concentration in mature and immature male rats: A time course study” International journal of reproductive biomedicine (Yazd, Iran) vol. 13,12 (2015): 779-86.

 

21 - Effect of long-term testosterone enanthate administration on male reproductive function: Clinical evaluation, serum FSH, LH, Testosterone and seminal fluid analysis in normal men., J. Mauss, G. Borsch et al. Acta Endocrinol 78, 1975.

 

22 - Russi, MC. Manual da TPC. Matérias Musculação, São paulo, ago. 2016.

 

23 - Wibowo E, Schellhammer P, Wassersug RJ. Role of estrogen in normal male function: clinical implications for patients with prostate cancer on androgen deprivation therapy. J Urol. 2011;185:17–23.

 

24 - Of mice and men: the many guises of estrogens. Simpson ER, Jones ME. Ernst Schering Found Symp Proc. 2006;(1):45-67.

 

25 - Bancroft J, Tennent G, Loucas K, Cass J. The control of deviant sexual behaviour by drugs I. Behavioural changes following oestrogens and anti-androgens. Br J Psychiatry. 1974;125:310–5.

 

26 - Finkelstein JS, Yu EW, Burnett-Bowie SA. Gonadal steroids and body composition, strength, and sexual function in men. N Engl J Med. 2013;369:2457.

 

27 - Russi, MC. A Prolactina e a cabergolina na musculação, São paulo, jun. 2014. [link] acessado em 29/11/2017.

 

28 - The endocrinology of sexual arousal., Bancroft J., J Endocrinol. 2005 Sep;186(3):411-27.

 

29 - Sexual Desire Disorders, Keith A. Montgomery, MD, Psychiatry (Edgmont). 2008 Jun; 5(6): 50–55.

 

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