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Suplemento de Cafeína na forma de Guaraná em Pó

 

  • Guaraná em Pó

Marcelo Calazans

Elaborado em 24/10/2016

 

RUSSI, MC. Suplemento de cafeína na forma de guaraná em pó. Matérias Musculação, São paulo, out. 2016.

 

O uso de cafeína por praticantes de atividades físicas, entre eles os que desejam a diminuição do percentual de gordura e praticantes de musculação, ganhou muita força nesta última década.

 

A cafeína é o estimulante lícito mais consumido no mundo[1], ela é uma metilxantina com efeitos estimulantes[2] que já é conhecida desde os anos de 1820, mas os seus efeitos como estimulante, só foram melhor detalhados em 1981, quando seus efeitos de bloqueio na ação da adenosina foram correlacionados com seus efeitos estimulatórios do SNC (sistema nervoso central)[3].

 

Como suplemento ela é utilizada pelos praticantes de atividade física como termogênico, e também é parte integrante da maioria dos suplementos pré-treino do mercado.

 

Como pré-treino, alguns comentam que a cafeína poderia ter ação direta sobre a musculatura, aumentando a capacidade de realizar exercícios físicos de alta intensidade e curta duração[4].

 

Já como termogênico, a sua capacidade de diminuir as concentrações de fosfodiasterase[5], é apontada por alguns como determinante no seu fator termogênico.

 

Isso tornou as cápsulas de cafeína muito populares no mercado, e o preço delas em média varia de acordo com cada marca.

 

Mas a nossa intenção aqui com essa matéria de agora, é oferecer uma opção mais barata para a suplementação de cafeína, que é o Guaraná em pó.

 

O Guaraná em pó (pó de guaraná), é também conhecido como paullinia cupana.

 

O guaranazeiro é uma planta nativa da região Amazônica, e o nome Guaraná, deriva-se de uma lenda indígena de uma tribo chamada guarani. Os indígenas brasileiros tem utilizado o guaraná na fabricação de bebidas para aliviar a fadiga, a sede, a fome e empregaram ele também em outras tarefas terapêuticas[6,7,8,9,10].

 

O Guaraná em pó na forma como o produto normalmente é comercializado, é o resultado da semente do fruto do guaranazeiro finamente triturada, moída ou pilada após secagem, ele é caracterizado pela presença de alcaloides do tipo metilxantinas, como a cafeína, a teofilina e a teobromina[10].

 

As sementes do fruto do guaranazeiro são ricas em cafeína, e podem conter cerca de 6 % a 8 % de cafeína[11,12], que pode ser considerado cerca de 4 vezes maior que a concentração de cafeína do café.

 

A quantidade de cafeína no guaraná em pó pode variar de acordo com a procedência da matéria-prima (região de plantio), o método de cultivo, presença de contaminantes químicos e métodos de secagem[13].

 

Apesar do Guaraná em pó já ser largamente empregado como fonte de cafeína há bastante tempo, não existem muitos estudos e literaturas disponíveis para mensurar de forma mais precisa a quantidade de cafeína contida no Guaraná em pó.

 

Mas nós conseguimos um estudo para apresentar aos nossos leitores, que foi feito com várias marcas disponíveis de Guaraná em pó do mercado, e que constatou que uma pessoa que ingere cerca de 3 g a 15 g (uma colher de café tem cerca de 2 g de Guaraná em pó), poderá estar ingerindo cerca de até 551 mg de cafeína[14], e a variação existe como podemos ver, provavelmente devido à procedência do Guaraná em pó, pois como já dito acima, as concentrações de cafeína no Guaraná em pó podem mudar em decorrência de diversos fatores.

 

Algumas fontes colocam que 1 g de Guaraná em pó teria cerca de 40 mg de cafeína, mas isso não pode ser colocado como conclusivo, devido aos fatores que já destacamos aqui, e que influenciam em muito nas concentrações de cafeína nos diversos produtos de Guaraná em pó existentes no mercado.

 

Por não ter um sabor agradável ao paladar da maioria, alguns até preferem o uso das capsulas de Guaraná ao invés do pó. O Guaraná em pó, portanto, pode se constituir em uma grande ajuda na suplementação de cafeína, pois acaba se tornando uma forma mais barata de se ingerir a cafeína.

 

Referências:

 

1 - Tarnopolsky MA. Caffeine and endurance performance. Sports Med 1994.

 

2 - Rang & Dale Farmacologia Rang Rang, James M. Ritter, Rod J. Flower, Graeme Henderson, 2015.

 

3 - Daly JW – Caffeine analogs: biomedical impact. Cell Mol Life Sci, 2007.

 

4 - Lopes, J.M.; Aubier, M.; Jardim, J.; Aranda, J.V.; Macklem, P.T. Effect of caffeine on skeletal muscle function before and after fatigue. J. Appl. Physiol., v.54, n.5, p.1303-1305, 1983.

 

5 - Gilman AG, Rall TW, Nies AS, Taylor P. 1990.

 

6 - Pires JM. O guaraná. Belém: IAN, Relatório da Seção de Botânica; 1949.

 

7 - Correa MP. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. Imprensa Nacional/Ministério da Agricultura. Rio de Janeiro, RJ; 1984.

 

8 - Guaraná: aspectos agroeconômicos. (1985). Região Norte. Belém: SUDAM.

 

9 - Ministerio do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Guaraná: potencialidades regionais e estudo de viabilidade econômica. Sumário Executivo. Manaus: SUFRAMA; 2003.

 

10 - Henman AR. Vida Natural. O Guaraná: Sua cultura, propriedades, formas de preparação e uso. 2nd ed. Global/Ground, São Paulo, Brasil; 1983.

 

11 - Albuquerque L. Guaraná: A vitalidade em grãos. Amazônia em Foco 1991.

 

12 - Howell EGM, Farwell DW, Oliveira LFC, Alia JM, Hyaric ML, Ameida MV. FT-Raman spectroscopic studies of guaraná and some extracts. Anal Chim Acta 2005; 532: 177-186.

 

13 - Ashihara H, Crozier A. Caffeine: a well known but little mentioned compound in plant science. Trends Plant Sci. 2001.

 

14 - Tfouni, Sílvia Amélia Verdiani et al. Contribuição do guaraná em pó (Paullinia cupana) como fonte de cafeína na dieta. Rev. Nutr. 2007, vol.20, n.1, pp.63-68. ISSN 1678-9865. [link] acessado em 24/10/2016.

 



 

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