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O Dossiê das Gorduras Óleos e Lipídios

 

  • Gorduras Óleos Lipídios

Marcelo Calazans

Elaborado em 26/02/2017

 

RUSSI, MC. O dossiê das gorduras óleos e lipídios. Matérias Musculação, São paulo, fev. 2017.

 

SUMÁRIO

 

 

Introdução

 

Nós falamos muito em gorduras, mas talvez o termo mais correto para se falar, fosse lipídios.

 

Tanto as gorduras quanto os óleos podem ser denominados lipídios, e eles possuem características diferentes, pois os óleos são líquidos a temperatura ambiente, enquanto as gorduras, são sólidas ou semissólidas a temperatura ambiente[1].

 

Como exemplo de gorduras podemos citar a gordura das carnes vermelhas[2], manteiga e a banha[3].

 

Como exemplo de óleos podemos citar o azeite de oliva[2] e os demais óleos vegetais utilizados na culinária, como os óleos de soja e dendê.

 

Os lipídios podem ser divididos em lipídios simples, lipídios compostos e lipídios derivados, e os lipídios que citamos acima que são divididos em óleos e gorduras, são os lipídios simples[4], que podem ser encontrados nos alimentos que ingerimos.

 

Os lipídios simples quando degradados pelo nosso corpo originam ácidos graxos e glicerol[4].

 

Os ácidos graxos fornecem ao corpo diariamente mais de 40% da energia que nós utilizamos nas atividades diárias[5].

 

Já o glicerol, pode ser muito útil em períodos de jejum prolongado, ou em dietas com restrição de carboidratos, pois ele é o único constituinte dos lipídios simples que pode ser utilizado pelo nosso corpo para produzir glicose, que se torna importante nos casos de baixa ingestão de carboidratos. Nesses períodos, o nosso corpo pode se utilizar desse recurso para manter a glicemia do sangue equilibrada[6].

 

Os carboidratos e os lipídios podem ser utilizados pelo corpo como fonte de energia, e os carboidratos possuem aproximadamente 4 Kcal por grama, enquanto os lipídios, oferecem aproximadamente 9 Kcal por grama[7].

 

Podemos ver então a importante tarefa de prover energia para o nosso corpo que os lipídios possuem.

 

Mas não é somente essa tarefa que os lipídios possuem.

 

Já citamos acima a função dos lipídios simples como provedores de energia, e agora vamos descrever um pouco a função dos lipídios complexos e lipídios derivados.

 

Dentre os lipídios complexos, podemos citar os fosfolipídios, que estão presentes em todas as células animais e vegetais, pois são componentes das membranas biológicas[8].

 

Uma outra classe dos lipídios, os lipídios derivados, cumprem papel importante no funcionamento do corpo humano.

 

Os esteroides constituem uma classe de lipídeos derivados, e como exemplo podemos citar o colesterol, que é a base para todos os importantes esteroides produzidos no corpo, como os glicocorticoides (cortisol) e mineralocorticoides (aldosterona), que são produzidos na glândula suprarrenal[8].

 

Como derivados do colesterol podemos também destacar os andrógenos (testosterona) e os estrogênios (estradiol)[8].

 

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Ácidos Graxos

 

Ácidos graxos são ácidos carboxílicos que são encontrados esterificando os lipídios naturais[9].

 

Os ácidos graxos podem ser classificados pelo número de carbonos da sua composição e pelo grau de saturação[10].

 

O grau de saturação é indicado pelo número de duplas ligações, e caso esse número seja zero, ou seja, não haja duplas ligações, teremos um ácido graxo saturado[10].

 

Eles podem ser representados da seguinte maneira:

 

O ácido esteárico por exemplo, é representado por C18:0, que indica que ele possui 18 carbonos e zero duplas ligações, o que mostra que ele é um ácido graxo saturado por não possuir duplas ligações.

 

Com relação à quantidade de átomos de carbono, podemos classificar os ácidos graxos como ácidos graxos de cadeia longa (AGCL), ácidos graxos de cadeia média (AGCM) e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC)[11].

 

Algumas pessoas classificam os ácidos graxos da seguinte maneira: os AGCL possuem mais de 12 carbonos, os AGCM possuem de 8 a 12 carbonos e os AGCC possuem menos de 8 carbonos[11].

 

Essa subdivisão entre os ácidos graxos de acordo com a quantidade de carbonos é importante, pois isso altera algumas de suas características.

 

Os ácidos graxos de cadeia longa (AGCL) são muito presentes nos alimentos que ingerimos, enquanto os ácidos graxos de cadeia média (AGCM), são menos presentes.

 

A dependência ou não da lipólise pancreática na absorção do ácido graxo também é importante, pois se coloca que os ácidos graxos de cadeia longa (AGCL) dependem de lipólise pancreática para serem absorvidos, enquanto os ácidos graxos de cadeia média (AGCM), não dependem[11].

 

Os triglicerídeos de cadeia média (TCM) que são ricos em AGCM, podem ser absorvidos de forma intacta pelas células epiteliais do intestino, não havendo a necessidade da formação de micelas para a sua absorção, e quando hidrolisados pela lipase pancreática, esse processo é realizado com total facilidade[12].

 

Portanto, com relação a isso citado acima, podemos dizer que os ácidos graxos de cadeia média (AGCM) são absorvidos de forma mais eficiente[12].

 

Para sairmos um pouco da teoria, vamos ilustrar algo interessante com relação a isso que é apontado com o óleo de coco.

 

Existem ferrenhos defensores do óleo de coco, que são os adeptos da "Coconut Diet" ou "Coconut Oil Diet", e a explicação dos benefícios que essas pessoas atribuem ao óleo de coco, vem da quantidade de carbonos na estrutura de seus ácidos graxos.

 

É citado no caso do óleo de coco, que ele contém alto grau de ácidos graxos de cadeia média (AGCM), e mais de 40% da sua composição é de ácido láurico[13].

 

Alguns estudos apontam resultados que sugerem que uma dieta com predominância de ácidos graxos de cadeia média (AGCM), pode ajudar a diminuir o peso e a gordura corporal[14].

 

Por isso tudo que a classificação com relação a quantidade de carbonos de um ácido graxo, se torna importante.

 

Vamos falar agora sobre o grau de saturação dos ácidos graxos.

 

Podemos definir a gordura saturada associando ela com a sua consistência a temperatura ambiente, pois as gorduras saturadas são sólidas a temperatura ambiente, e endurecem mais a medida que são resfriadas[15].

 

Havíamos citado acima que os ácidos graxos podem ser classificados também com relação a suas duplas ligações, e a ausência de dupla ligação, indica que temos então um ácido graxo saturado.

 

Vamos citar dois exemplos:

 

- Ácido esteárico (C18:0): - o numeral "zero" na sua simbologia, indica que ele é um ácido graxo saturado, pois ele não possui duplas ligações;

 

- Ácido oleico (C18:1): - o numeral "um" na sua simbologia, indica que ele é um ácido graxo insaturado, pois possui uma dupla ligação, e no caso, um ácido graxo monoinsaturado por possuir apenas uma dupla ligação.

 

Quando explicamos na introdução sobre os lipídios simples divididos em óleos e gorduras, e citamos que os óleos são líquidos a temperatura ambiente, e que as gorduras são sólidas ou semissólidas a temperatura ambiente, é exatamente a isso que estávamos nos referindo.

 

Pois os óleos têm a predominância de ácidos graxos insaturados, enquanto as gorduras têm a predominância de ácidos graxos saturados.

 

Entender isso será importante para entender mais adiante o que é gordura hidrogenada e gordura trans.

 

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Ômega-3 e Ômega-6

 

Os ácidos graxos fornecem ao corpo diariamente mais de 40% da energia que nós utilizamos nas atividades diárias[5], como já havíamos já citado na seção de introdução, mas não é somente o fator provedor de energia que faz dos ácidos graxos importantes, pois eles podem executar no corpo outras funções mais específicas.

 

Nos seres humanos, dois ácidos graxos, os ácidos linoléico (18:2n-6, ômega-6) e alfa-linolênico (18:3n-3, ômega-3), são necessários para a manutenção das membranas celulares, funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos, eles participam também da transferência do oxigênio atmosférico para o plasma sanguíneo, participando inclusive da síntese da hemoglobina e da divisão celular. Esses dois ácidos graxos são considerados essenciais, pois eles não podem ser sintetizados pelo organismo a partir dos ácidos graxos provenientes da síntese de novo[16,17], por isso que é dito que eles devem obrigatoriamente fazer parte da nossa dieta.

 

Ômega-3 e Ômega-6, são na verdade duas famílias compostas por vários ácidos graxos, e os mais importantes ácidos graxos dessas famílias são os ácidos alfa-linolênico (Ômega-3) e o ácido linoléico (Ômega-6)[18].

 

É dada uma importância maior ao ácido alfa-linolênico e ácido linoléico, pois a partir deles, todos os outros ácidos graxos das famílias Ômega-3 e Ômega-6, podem ser sintetizados, portanto, apesar de todos os ácidos graxos das famílias Ômega-3 e Ômega-6 serem considerados essenciais por não poderem ser sintetizados a partir da síntese de novo, como acontece com os outros ácidos graxos não essenciais, os demais ácidos graxos integrantes das famílias Ômega-3 e Ômega-6, podem ser sintetizados a partir dos ácidos alfa-linolênico e o linoléico respectivamente.

 

O ácido docosaexanóico - DHA (22:6n-3), que pertence à família Ômega-3, é muito importante no funcionamento do cérebro e da retina, e ele é parte integrante das membranas celulares desses órgãos[18].

 

Tanto em adultos como em recém-nascidos, a carência desse ácido graxo está envolvida em problemas. Nos recém-nascidos, podem ocorrer problemas no desenvolvimento do sistema visual, podendo também nos adultos causar problemas de visão[19,20].

 

Na parte cerebral, o (DHA) ácido docosaexanóico influência nas propriedades físicas das membranas celulares[17], e é citado que com o envelhecimento, a diminuição de ácidos graxos no cérebro, com a queda mais especificamente nos níveis do DHA, pode estar relacionada com doenças como o alzheimer e o mal de parkinson[21].

 

O real benefício dos ácidos graxos da família Ômega-3 na parte cardiovascular, ainda nos dias atuais é alvo de bastante pesquisa e discussão[22].

 

Existem alguns estudos que trazem informações de que o consumo de ácidos graxos da família Ômega-3, pode de alguma forma contribuir para a diminuição de problemas cardiovasculares[23].

 

Dados da "Health Professionals Follow-up Study", em uma análise com cerca de 45 mil homens, evidenciou redução de riscos cardiovasculares com o consumo de ácidos graxos da família Ômega-3[23].

 

Já uma pesquisa do "Nurses' Health Study" conduzida com cerca de 76 mil mulheres, demostrou uma diminuição da morte súbita cardíaca relacionada a ingestão de ácidos graxos da família Ômega-3, porém os estudos não puderam comprovar que outros problemas coronarianos que podem levar à morte, como o infarto do miocárdio, poderiam ser evitados[24].

 

Mas mesmo assim, é muito comum vermos associado aos ácidos graxos da família Ômega-3 melhorias cardiovasculares.

 

Até para o praticante de musculação, os ácidos graxos essenciais são muito importantes, mais especificamente na família Ômega-6.

 

Sinalizadores químicos e fatores de crescimento muito importantes se originam no ato do treino[25], os quais podemos citar as prostaciclinas, citocinas, leucotrienos e prostaglandinas[26].

 

Sabendo então da importância das prostaglandinas e dos leucotrienos para esse processo, e de como eles atuam fortemente como fatores de crescimento[25], vamos pega-las como exemplo.

 

Durante o processo de exercício na musculação, um ácido graxo essencial pertencente à família Ômega-6, que é o ácido araquidônico (AA), exerce papel fundamental.

 

Com isso, podemos citar que as prostaglandinas e leucotrienos, que são os sinalizadores químicos que durante o treino sinalizam o início do processo que irá originar em um posterior crescimento muscular[25], estão intimamente ligados ao ácido araquidônico (AA), no qual o AA participa do processo de produção dessas substâncias.

 

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Gordura hidrogenada e gordura trans

 

Como já colocado acima, os óleos vegetais têm uma predominância de ácidos graxos insaturados, ao contrário de gorduras como a manteiga de origem animal, que por possuir uma predominância de ácidos graxos saturados, se mantem sólida ou semissólida a temperatura ambiente.

 

O processo industrial de hidrogenação, tem como objetivo transformar óleos vegetais insaturados, que são líquidos a temperatura ambiente, em substâncias sólidas ou semissólidas a temperatura ambiente, como a margarina por exemplo.

 

O processo de hidrogenação dos óleos vegetais foi desenvolvido com a intenção de modificar os óleos vegetais líquidos, para que pudessem ser utilizados como substitutos da gordura animal na produção de alimentos. A margarina foi um dos produtos criados com a invenção da hidrogenação, e isso com o intuito de se substituir a manteiga[27].

 

Os ácidos graxos trans, mais popularmente conhecidos como gordura trans, estão presentes principalmente em alimentos processados que se utilizam de gordura vegetal parcialmente hidrogenada, e como exemplo podemos citar as margarinas duras e algumas cremosas, creme vegetal, gordura vegetal hidrogenada entre outros[28].

 

Ainda sobre os ácidos graxos trans, eles foram recentemente incluídos entre os lipídios da nossa dieta que atuam como fatores de risco para doença arterial coronariana, modulando assim a síntese do colesterol e suas frações LDL e HDL[29,30].

 

Existe atualmente no mercado um tipo de margarina, que diz o fabricante ser uma margarina "amiga do coração", e alguns desses produtos se tornam uma alternativa interessante, que são as gorduras interesterificadas.

 

O processo de interesterificação possibilita a produção de produtos livres ou com teor muito baixo de ácidos graxos trans[31], tendo assim como produto final, uma matéria-prima com funcionalidades semelhantes às margarinas hidrogenadas, mas porém, quimicamente diferente.

 

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Azeite de oliva e os óleos utilizados para frituras

 

O azeite de oliva é conhecido por suas propriedades antioxidantes e tem sido utilizado na culinária desde pelo menos 3.000 anos AC, e isso devido às suas propriedades culinárias, como o odor e sabor caraterísticos.

 

Durante a utilização dos óleos em temperatura elevada, como no caso das frituras, ocorre uma degradação química desse óleo, e na presença de água e oxigênio, vindos da atmosfera e dos alimentos também, pode-se induzir alterações químicas no óleo, e essa degradação, se torna maior quando o óleo é reutilizado[32].

 

O azeite de oliva, devido ao seu perfil lipídico constituído de ácidos graxos benéficos e pela presença de antioxidantes, é muito indicado para utilização de forma crua, como nas saladas por exemplo. Mas mesmo quando utilizado em condições de aquecimento, ele não apresenta mudanças significativas em seu perfil de ácidos graxos[33].

 

Portanto, mesmo utilizado em condições de aquecimento, o azeite de oliva continua sendo uma opção superior em comparação com os outros óleos.

 

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Colesterol e problemas cardiovasculares

 

Já citamos na seção de introdução, que o colesterol pertence à classe dos lipídeos derivados, e que ele é a base para a formação de importantes esteroides produzidos no corpo, como os glicocorticoides (cortisol) e mineralocorticoides (aldosterona), que são produzidos na glândula suprarrenal, bem como os andrógenos (testosterona) e os estrogênios (estradiol)[8].

 

Portanto, podemos ver que ele cumpre importantes tarefas no nosso corpo.

 

Acreditamos que a grande maioria já deve ter ouvido falar em colesterol "bom" e colesterol "ruim", que são termos muito comuns de serem empregados, é comum citarem o LDL como colesterol "ruim", e o HDL como colesterol "bom".

 

Mas analisando de uma maneira mais específica, não é bem assim que acontece.

 

O HDL e o LDL são na verdade lipoproteínas responsáveis por transportar o colesterol pelo sangue[34], para que ele possa chegar aos locais do corpo em que será necessária a sua utilização.

 

As lipoproteínas HDL e LDL são compostas por fosfolipídios, triglicerídeos, colesterol e proteína.

 

Mas só que as concentrações de cada elemento (fosfolipídios, triglicerídeos, colesterol e proteína) mudam em cada uma das lipoproteínas HDL e LDL, como pode ser visto na imagem abaixo:

 

HDH e LDL

 

Mas não basta sabermos apenas que o LDL carrega uma quantidade de colesterol maior do que o HDL, para classificarmos o LDL como ruim.

 

Entender a aterogênese também é importante, e ela é um processo que age na formação de lesões ateromatosas, que são lesões fibrogordurosas no revestimento das artérias, que colabora como agravante no processo de retenção do colesterol oxidado no interior das artérias formando placas.

 

Alguns estímulos estão cotados para desencadear lesões ateromatosas, como a hipertensão, hiperlipidemia (nível elevado de gordura/colesterol no sangue), toxinas oriundas da fumaça do cigarro entre outros[35].

 

O LDL também influencia nesse aspecto, pois ele está envolvido como fator agravante no aumento do processo da aterogênese[36].

 

São esses os fatos que acabaram dando ao LDL o apelido de colesterol "ruim".

 

A gordura saturada e a gordura trans são classicamente relacionadas com a elevação da lipoproteína LDL e, consequentemente, com o aumento no risco de problemas cardiovasculares. É apontado que a substituição da gordura saturada por uma gordura rica em ácidos graxos mono e poli-insaturados, pode ser considerada uma estratégia para o melhor controle da hipercolesterolemia[22].

 

Mas o assunto sobre a gordura saturada e os problemas cardiovasculares, vem causando controvérsias já há algum tempo, já existem pessoas afirmando que a relação da gordura saturada com os problemas cardiovasculares, não passa de um mito.

 

Algumas pessoas chegam a associar a má fama que a gordura adquiriu, graças a uma errônea pesquisa intitulada "Seven Countries Study" elaborada em 1958 pelo pesquisador Ancel Keys, a qual alguns especialistas atuais chamam-na de tendenciosa[37].

 

Alguns afirmam que essa errônea pesquisa teria sido o ponto de partida para a "gordurofobia" que temos atualmente.

 

Com certeza esse é um assunto que irá ainda futuramente render muitos estudos, pesquisas, novas divulgações e ainda muita discussão.

 

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Recomendações finais

 

Temos sempre como postura ética, a conduta de solicitar aos nossos leitores, que sempre que forem tomar alguma decisão com relação aos alimentos que incluem na dieta, que façam isso na presença de um profissional da área de saúde de sua confiança, pois nossa função aqui, não é a de ditar regras comportamentais de alimentação.

 

Procurem não basear a inserção ou retirada de algum alimento da dieta apenas em textos que vocês leram por conta própria ou na opinião de colegas, pois apenas um profissional habilitado para isso, poderá fazê-lo de forma mais precisa.

 

Lembrem-se sempre, nosso corpo é um exato reflexo da nossa alimentação diária.

 

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Referências:

 

1 - Ciência e tecnologia de alimentos, Geoffrey Campbell-Platt, 2015.

 

2 - Ômega-3 & Ômega-6, Dr. Luiz Alberto Fagundes, 2002.

 

3 - Tratamentos naturais: um guia completo para tratar problemas de saúde com terapias naturais, James F. Balch, 2005.

 

4 - Nutrição e Metabolismo: A importância do consumo equilibrado dos nutrientes no processo metabólico, Adriana Lopes Peixoto, 2015.

 

5 - Sistema Tegumentar, Bryan E. Anderson, 2014.

 

6 - Russi, MC. Manual do carboidrato. Matérias Musculação, São paulo, fev. 2017. [link] acessado em 26/02/2017.

 

7 - Câncer - O Poder Da Alimentação Prevenção E Tratamento, Caroline Bergerot, 2006.

 

8 - Krause Alimentos - Nutrição e Dietoterapia, L. Kathleen Mahan, Sylvia Escott-Stump, Janice L Raymond, 2015.

 

9 - Tahin. Q.S., Importancia fisiológica e patológica dos ácidos graxos, Arq. Biol.Tecnol.,28(3)0335-361.1985.

 

10 - Nilson Evelazio de Souza, Makoto Matsushita, Jesuí Vergilio Visentainer, Ácidos graxos: Estrutura, Classificação, Nutrição e Saúde, 1998.

 

11 - Gastrenterologia e Hepatologia de Harrison - 2.ed., Dan L. Longo, Anthony S. Fauci, 2014.

 

12 - Medicina Interna de Harrison - 2 Volumes - 19.ed., Dennis L. Kasper, Stephen L. Hauser, J. Larry Jameson, Anthony S. Fauci, Dan L. Longo, Joseph Loscalzo, 2016.

 

13 - Russi, MC. Óleo de coco, emagrecimento, colesterol e gordura saturada. Matérias Musculação, São paulo, nov. 2016. [link] acessado em 26/02/2017.

 

14 - Tsuji H1, Kasai M, Takeuchi H, Nakamura M, Okazaki M, Kondo K, Dietary medium-chain triacylglycerols suppress accumulation of body fat in a double-blind, controlled trial in healthy men and women., 2001.

 

15 - Nutrição Para Leigos - 4ª Edição, Rinzler, Carol Ann, 2012.

 

16 - Youdim KA, Martin A, Joseph JA. Essential fatty acids and the brain: possible health implications. Int J Dev Neurosci. 2000.

 

17 - Yehuda S, Rabinovitz S, Carasso RL, Mostofsky DI. The role of polyunsaturated fatty acids in restoring the aging neuronal membrane. Neurobiol Aging. 2002.

 

18 - Martin, Clayton Antunes et al . Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Rev. Nutr., Campinas , v. 19, n. 6, p. 761-770, Dec. 2006.

 

19 - SanGiovanni JP, Chew EY. The role of Ômega-3 long chain polyunsaturated fatty acids in heath and disease of the retina. Progr Retin Eye Res. 2005.

 

20 - Chen Y, Hougton LA, Brenna JT, Noy N. Docosahexaenoic acid modulates the interactions of the interphotoreceptor retinoid-binding protein with 11-cis-tetinal. J Biol Chem. 1996.

 

21 - Simonian NA, Coyle JT. Oxidative stress in neurodegenerative diseases. Ann Rev Pharmacol Toxicol. 1996.

 

22 - Santos, R.D. et al . I Diretriz sobre o consumo de gorduras e saúde cardiovascular.Arq. Bras. Cardiol., São Paulo , v. 100, n. 1, supl. 3, p. 1-40, Jan. 2013.

 

23 - Mozaffarian D. Does alpha-linolenic acid intake reduce the risk of coronary heart disease? A review of the evidence. Altern Ther Health Med. 2005.

 

24 - Albert CM, Oh K, Whang W, Manson JE, Chae CU, Stampfer MJ, et al. Dietary alpha-linolenic acid intake and risk of sudden cardiac death and coronary heart disease. Circulation. 2005.

 

25 - Russi, MC. A ciência do crescimento muscular – como tudo acontece. Matérias Musculação, São paulo, nov. 2016. [link] acessado em 26/02/2017.

 

26 - Initial events in exercise-induced muscular injury. Med Sci Sports Exerc 22(4), 1990.

 

27 - Valenzuela, A.; Morgado, N. Trans fatty acid isomers in human health and in the food industry. Biological Research, v. 32, n. 4, p. 273-87, 1999.

 

28 - Chiara, Vera Lúcia; Sichieri, Rosely; Carvalho, Tatiana dos Santos Ferreira de. Teores de ácidos graxos trans de alguns alimentos consumidos no Rio de Janeiro. Rev. Nutr., Campinas, v.16, n.2, p.227-233, June 2003.

 

29 - World Health Organization. Nutrition. Science - Policy. WHO and FAO Joint Consultation: fats and oils in human nutrition. Nutr Rev 1995.

 

30 - Dietschy JM. Theoretical considerations of what regulates low–density-lipoprotein and high–density-lipoprotein cholesterol. Am J Clin Nutr 1997.

 

31 - D'agostini, D. Obtenção de lipídios estruturados por interesterificação de triacilgliceróis de cadeia media e longa. São Paulo, 2001. 167 p. Tese (Doutorado em Tecnologia de Alimentos) – Universidade de São Paulo - USP.

 

32 - Katragadda HR, Fullana A, Sidhu S, Carnonell-Barrachina A. Emissions of volatile aldehydes from heated cooking oils. Food chemistry. 2010.

 

33 - Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida, Durval Ribas Filho, Elza Daniel de Mello, Graziela Melz, Ane Cristina Fayão Almeida, Olive oil and its properties in hot preparations: literature review, International Journal of Nutrology, v.8, n.2, p. 13-20, Mai / Ago 2015.

 

34 - Seja Dono de Sua Dieta - Prof. Seroca, 2008.

 

35 - Robbins Patologia Básica - Vinay Kumar, Abul K. Abbas, Jon C. Aster, 2013.

 

36 - Xavier, Hermes Toros. Efeitos da lipoproteina LDL-oxidada sobre proliferação, motilidade e angiogênese in vitro de células endoteliais de artérias coronárias humanas, São Paulo, 2003.

 

37 – Kris Gunnars, Modern Nutrition Policy Is Based on Bad Science, Authority Nutrition. [link] acessado em 26/02/2017.

 

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