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Dossiê: Colaterais dos Esteroides Anabolizantes

 

  • Dossiê colaterais

Marcelo Calazans

Elaborado em 28/12/2018

 

RUSSI, MC. Dossiê: colaterais dos esteroides anabolizantes. Matérias Musculação, São paulo, dez. 2018.

 

Introdução

Sem sombra de dúvida, podemos dizer que existem efeitos colaterais relacionados aos esteroides anabolizantes, e que tais efeitos, representam uma ameaça aos usuários, o que torna esse assunto algo muito falado pela sociedade em geral e pela própria mídia.

Decidimos, portanto, dedicar uma postagem toda ao assunto, e vamos nesta matéria explorar as formas de colaterais conhecidos pela ciência.

Mas antes, devemos explicar aos leitores o que são na realidade os esteroides anabolizantes.

A testosterona que é produzida pelo nosso organismo é conhecida na ciência como esteroide androgênico anabólico (EAA)[1,2,3], ou como também pode tecnicamente ser chamada, apenas esteroide anabolizante[4,5].

A testosterona é um esteroide anabolizante natural no corpo dos seres humanos e está presente tanto no homem quanto na mulher[5,6], ela é o esteroide anabolizante mais importante produzido pelo corpo do homem[5].

A testosterona cumpre papel importante no nosso organismo, e ter doses normais de testosterona no corpo é importante para manter plena a nossa saúde[7,8].

Os esteroides anabolizantes utilizados no fisiculturismo visando melhorias físico estéticas (ganho de massa muscular), são todos direta ou indiretamente derivados da testosterona, como mostra a figura 1[9,10] abaixo:

conversão esteroides anabolizantes

O termo “esteroide anabolizante” é normalmente associado apenas aos derivados sintéticos da testosterona mostrados na figura 1, mas não podemos esquecer, que tecnicamente a testosterona natural produzida pelo nosso organismo também é um esteroide anabolizante, como informam algumas literaturas e estudos[4,5].

Esteroides anabolizantes são medicamentos

O que muita gente não sabe, é que na realidade, os esteroides anabolizantes sintéticos derivados da testosterona foram concebidos para serem utilizados como medicamentos, ou seja, eles são na verdade remédios[9,11].

As pessoas na busca equivocada por melhorias estéticas (ganho de massa muscular) e melhores resultados no esporte, começaram a utilizar os esteroides anabolizantes de forma irregular, e foi isso que causou o problema que temos hoje relacionado ao uso abusivo de esteroides anabolizantes.

Analisando melhor, podemos dizer que foram as próprias pessoas que desvirtuaram a intenção inicial da ciência, que era a de criar esteroides anabolizantes baseados na testosterona para serem utilizados no tratamento de doenças auxiliando a medicina.

Vamos citar a função clínica dos esteroides anabolizantes, e mostrar qual é a sua real função dentro da ciência médica. Seguem abaixo alguns exemplos:

Drostanolona (Masteron)

O esteroide anabolizante propionato de drostanolona foi citado pela primeira vez em 1959[12].

Foi a farmacêutica Syntex a responsável por desenvolver o composto e lançar como medicamento com o nome de Masteron[9].

Por possuir ação antiestrogênica[13], o propionato de drostanolona foi amplamente utilizado como medicamento para tratar o câncer de mama[14].

O tratamento do câncer de mama evoluiu, e acabou com o passar do tempo indo em uma direção mais distante dos esteroides anabolizantes, pois outros medicamentos foram sintetizados e passaram a ser utilizados, como os SERM’s (moduladores seletivos do receptor de estrogênio) e os inibidores de aromatase (anastrozol).

Estanozolol

Em 1962, o laboratório farmacêutico Wintrhrop desenvolveria um medicamento chamado Winstrol, o seu princípio ativo era o estanozolol[15].

Mas a primeira citação do estanozolol como substância foi em 1959 no “Journal of the American Chemical Society”, no qual já se comentava sobre um considerável interesse endocrinológico por parte da ciência médica a respeito da substância[16].

Ainda em 1962, o estanozolol seria lançado oficialmente nos EUA como medicação sob a marca Winstrol[9].

Ele foi inicialmente prescrito para tratar uma infinidade de problemas médicos.

As prescrições colocavam o estanozolol como auxiliar no aumento do apetite, ganho de massa muscular para os casos de perdas associadas a doença, osteoporose, anti-catabólico para casos de terapias com corticosteroides, auxiliar no crescimento de crianças com dificuldade e até para casos de melhoria na debilidade em idosos[9].

Posteriormente, várias das indicações iniciais do estanozolol foram suspensas, e seu uso permaneceu restrito apenas para algumas indicações médicas.

Nandrolona (Deca-Durabolin®)

O decanoato de nandrolona, princípio ativo do medicamento esteroide anabolizante Deca-Durabolin®, foi descrito pela primeira vez em 1960[17]. Em 1962, ele se tornaria nos EUA um medicamento de prescrição para tratamento médico[9].

Inicialmente, o decanoato de nandrolona era prescrito para uma diversidade grande de problemas médicos, mas com o tempo isso foi se estreitando e as indicações ficaram mais restritas para casos de osteoporose, alguns casos de anemia e deficiência de crescimento causada por disfunção na pituitária[9].

No Brasil, a Deca-Durabolin® (decanoato de nandrolona) ainda é comercializada como medicamento registrado pela ANVISA (registro nº 137640166) classificada como anabolizante[18] e utilizada para tratamento clínico.

Outros esteroides

Se fossemos continuar citando exemplos, nós poderíamos citar vários outros esteroides anabolizantes utilizados no fisiculturismo que foram originalmente pesquisados e lançados no mercado por laboratórios farmacêuticos como medicamentos[9]. Mas a nossa intenção nesta seção, é apenas deixar bem claro que os esteroides anabolizantes sintéticos derivados da testosterona são na verdade remédios.

Colaterais dos anabolizantes

Como vimos na seção anterior, os esteroides anabolizantes são na realidade medicamentos, e como todo medicamento, possuem efeitos colaterais.

Esses efeitos colaterais se tornam maiores no caso das pessoas que usam os esteroides anabolizantes visando crescimento muscular, pois nesses casos, as doses utilizadas são bem maiores do que as indicadas na posologia original do fármaco quando utilizado para tratamento clínico.

É exatamente esse abuso no uso que acaba colocando o usuário de esteroides anabolizantes em risco.

Vamos abaixo relacionar alguns colaterais:

Impotência sexual

Vamos começar pela impotência sexual, pois entre todos, esse talvez seja o colateral mais comentado dos esteroides anabolizantes.

Tudo parte do princípio que aponta a testosterona natural do corpo masculino como a responsável pela plena saúde sexual do homem[19].

Os esteroides anabolizantes, uns mais e outros menos, tem o potencial de intervir no eixo HPTA, podendo causar a diminuição da produção natural de testosterona[9].

Devemos dividir os problemas sexuais masculinos causados pelos ciclos de esteroides anabolizantes em duas partes: - durante o ciclo e após o ciclo.

Durante o ciclo, o que ocorre normalmente é o aumento do desejo sexual e da libido no homem[9]. Isso ocorre, na maioria dos casos, em pessoas que fazem uso de esteroides anabolizantes baseados na testosterona sintética (Durateston®, Deposteron®).

Mas durante o ciclo, pode também ocorrer o contrário, e em algumas situações pode ocorrer a diminuição da libido com perda do desejo sexual, que geralmente ocorre quando a pessoa faz um ciclo sem uma testosterona sintética de base junto com o ciclo (Durateston®, Deposteron®). É bem comum ocorrer isso com pessoas que fazem ciclos apenas com a nandrolona sozinha sem o acompanhamento de uma testosterona[20], como já dissemos acima.

Após o ciclo, talvez seja o problema mais comum de se observar, e ele acontece porque o esteroide anabolizante inibe o eixo HPTA[9], e com isso o eixo pode demorar para se recuperar após o ciclo, deixando o homem sem a sua produção de testosterona natural por longos períodos.

Mas não podemos ver a impotência sexual nesses casos de forma simplista, considerando apenas fatores isolados, pois várias coisas podem influenciar na libido do homem, inclusive a parte emocional, que é de extrema importância para a plena saúde sexual masculina[21].

Outros fatores hormonais também podem influenciar na libido masculina, e como exemplo podemos citar o estrogênio e a prolactina.

O estrogênio, que é um hormônio predominantemente feminino, parece ter também influência na função sexual masculina[22,23]. A prolactina em alguns casos também pode estar relacionada com a diminuição da libido nos homens[24,25].

A impotência sexual causada por esteroides anabolizantes é um problema sério, e o diagnóstico desse problema deve ser feito por um profissional da área médica capacitado para a função, evite a automedicação e não siga conselhos colhidos em grupos de amigos e na internet.

Problemas hepáticos (fígado)

Os problemas hepáticos causados por esteroides anabolizantes as vezes são subestimados pelos usuários, mas esse é um tópico que merece a devida atenção, e vamos explicar abaixo como esse problema pode se comportar.

Medicamentos administrados por via oral passam pelo metabolismo de primeira passagem no fígado, isso ocorre antes do medicamento cair na corrente sanguínea. Algumas substâncias nem chegam a atingir a circulação sanguínea, pois são destruídas no metabolismo de primeira passagem no fígado antes de poderem partir para o sangue[26].

Isso ocorre com os medicamentos esteroides anabolizantes quando administrados por via oral, e para resolver esse problema, um sistema foi criado.

Para proteger o medicamento esteroide anabolizante nessa primeira passagem pelo fígado quando administrado por via oral, alguns esteroides passam por um processo que os torna um C-17-alfa alquilado (17aa).

Nesse processo, eles sofrem a adição de um grupo metila no carbono 17-alfa, transformando o esteroide em um 17aa[9].

O mecanismo de desativação dos esteroides no metabolismo de primeira passagem está envolvido com uma enzima (17-beta-ol). O esteroide anabolizante que passou pelo processo que o tornou um C-17-alfa alquilado, se torna resistente a oxidação pela enzima 17-beta-ol, o que dificulta a sua desativação[9].

Mas isso tem um alto custo para o fígado, pois esse processo, que permite que o esteroide anabolizante oral passe para a corrente sanguínea sem ser desativado, acaba sobrecarregando o fígado.

Foi a partir da interpretação desse mecanismo de ação que surgiram as críticas a respeito da toxicidade hepática dos esteroides anabolizantes orais, que tecnicamente, podemos dizer que é uma verdade.

Como curiosidade, gostaríamos de deixar registrado que no caso do estanozolol injetável, ele também é um 17aa, igual a sua forma oral.

Queda de cabelo

A queda de cabelo é um problema que afeta diretamente a autoestima do homem, e é algo bem comum de vermos relacionado com os esteroides anabolizantes.

Vamos explicar como isso funciona.

A alopecia androgenética pode afetar cerca de 30% a 50% dos homens aos 50 anos de idade, e ela acaba sendo a forma mais comum de queda de cabelo masculina. Podemos dizer que a influência andrógena é a causa mais aceita pela comunidade científica para explicar a queda de cabelo causada pela alopecia androgenética[27].

Para compreendermos melhor todo esse processo, devemos primeiramente entender a relação dos esteroides anabolizantes com a queda de cabelo. Para isso, precisamos compreender de forma básica o que é a influência andrógena.

A testosterona endógena natural do homem possui sua parcela anabólica e sua parcela andrógena. A parcela anabólica está ligada com o crescimento dos tecidos, e podemos como exemplo de ação anabólica, citar o crescimento muscular. Já a parcela andrógena, podemos relaciona-la com as características sexuais padrão do homem e com a sua função reprodutora[1].

No corpo do homem, quando há a necessidade de potencializar em determinados tecidos a ação andrógena da testosterona, ela se converte em um andrógeno mais potente, que é a dihidrotestosterona (DHT)[28,29].

É exatamente isso que torna o DHT tão comentado quando o assunto é a queda de cabelo, pois o fato dele ter uma ação andrógena mais potente que a testosterona, faz ele ser também mais atuante na queda de cabelo masculina.

Já dissemos acima, que a influência andrógena é a causa mais aceita pela comunidade científica para explicar a queda de cabelo masculina (alopecia androgenética), sabemos também, que os esteroides anabolizantes utilizados no fisiculturismo para ganho de massa muscular, possuem sua parte anabólica e sua parte andrógena, da mesma forma que ocorre com a nossa testosterona endógena natural[1].

Essa explicação deixa clara a relação entre os esteroides anabolizantes e a queda de cabelo, e é exatamente esse pensamento que fez o papa dos esteroides anabolizantes William Llewellyn em seu conhecido best-seller, dizer que os esteroides anabolizantes utilizados para crescimento muscular também podem contribuir diretamente para a queda de cabelo, assim como acontece com o DHT e com a nossa própria testosterona natural[9]. Mas claro que a influência do DHT na queda de cabelo pode ser considerada mais acentuada, e isso devido a maior potência da sua parcela andrógena.

Ginecomastia

O termo ginecomastia se refere ao crescimento da mama em homens (seios), que pode ocorrer naturalmente nos homens devido a uma anormalidade hormonal.

Um exemplo de ginecomastia que ocorre naturalmente nos homens, é a ginecomastia puberal. Cerca de 60% dos meninos apresentam uma ginecomastia detectável aos 14 anos de idade[30], e como podemos ver, isso não é um acontecimento incomum.

Mas a ginecomastia pode ser causada de forma não natural através da ingestão de fármacos ou outras substâncias, e entre eles podemos citar os esteroides anabolizantes[30].

Assim como a queda de cabelo, a ginecomastia é um efeito colateral dos esteroides anabolizantes que afeta diretamente a autoestima do homem.

Para entendermos melhor a ginecomastia, devemos entender primeiramente a presença do estrogênio no corpo do homem.

Apesar do estrogênio não ser o hormônio predominante nos homens, ele está presente no corpo masculino executando importantes funções[31].

A principal fonte para a produção de estrogênio no corpo masculino, vem da própria testosterona natural endógena.

No homem, uma parte dessa testosterona presente no corpo passa por um processo chamado de aromatização. Nesse processo, parte da testosterona se converte em estrogênio[32].

Como já colocamos acima, o estrogênio cumpre funções importantes no organismo do homem, mas quando em excesso, pode causar problemas.

No corpo masculino existe um delicado equilíbrio entre as quantidades de testosterona e de estrogênio. Qualquer condição que quebre esse equilíbrio aumentando a quantidade de estrogênio circulante, pode causar a ginecomastia[30].

Alguns esteroides anabolizantes utilizados no fisiculturismo para crescimento de massa muscular, se comportam de forma semelhante à nossa testosterona natural, e eles podem passar pelo mesmo processo de aromatização e se transformar em estrogênio no corpo masculino[9].

Esse é o princípio de ação dos esteroides anabolizantes que pode levar a uma ginecomastia, pois o abuso de determinados esteroides pode aumentar a concentração de estrogênio no homem, que pode levar ao desenvolvimento da ginecomastia.

Outros fatores hormonais relacionados aos esteroides anabolizantes também podem contribuir para o desenvolvimento da ginecomastia, entre eles podemos citar a progesterona e a prolactina[33].

É bem comum em fóruns de discussão e em outros locais da internet vermos indicações de automedicação para tratar a ginecomastia causada por esteroides anabolizantes, mas o melhor a se fazer, caso isso venha a ocorrer, é procurar ajuda médica especializada para tratar o problema.

Evite a automedicação.

Outros colaterais

Diversos colaterais que ainda não citamos acima, podem ocorrer em decorrência do uso de esteroides anabolizantes. Vamos relatar alguns:

Um colateral que afeta também a autoestima é a acne (espinhas), que ocorre geralmente no rosto.

Na parte emocional e comportamental, podemos citar a depressão e o aumento da irritabilidade como colaterais dos anabolizantes.

Temos também os colaterais femininos, entre os quais podemos citar a virilizarão, que se caracteriza pelo aparecimento de características masculinas nas mulheres.

Algumas mulheres também relatam a presença da amenorreia, que é definida pela parada do ciclo menstrual feminino durante o uso de esteroides anabolizantes.

No período da adolescência, antes do indivíduo chegar a plenitude da sua estatura, um colateral que pode incomodar é a parada do crescimento, que pode limitar o desenvolvimento da plena estatura linear.

Muitas pessoas no ímpeto de obter um rápido crescimento muscular, costumam desprezar alguns colaterais considerados sérios, um desses colaterais que podemos destacar aqui, está relacionado com os problemas cardiovasculares.

Nós poderíamos ficar aqui citando vários outros colaterais, como por exemplo[9]:

► A atrofia testicular que pode comprometer a recuperação do eixo HPTA pós ciclo;

► Crescimento de pelos no corpo (hirsutismo) que incomoda muito as mulheres;

► Casos de insônia já foram relatados durante o uso de esteroides;

► Problemas na próstata podem ocorrer quando o uso de esteroides se torna abusivo;

► Quedas no sistema imunológico também podem ser observadas;

► Problemas nos rins, apesar de raros e controversos, são citados em alguns relatos.

Percebam que os esteroides anabolizantes são fármacos repletos de efeitos colaterais, e eles não podem ser vistos como simples “ferramentas de crescimento muscular”.

Conclusão

Nós do Matérias Musculação, prezamos pela saúde das pessoas, e costumamos de forma hipotética citar que “uma vida vale mais que o mundo inteiro”.

Sabemos, portanto, que pessoas não são descartáveis e devemos a todo custo evitar a perda de vidas, mas se formos analisar estatisticamente, tendo como base o que foi noticiado pela mídia no ano de 2018, existem mais vítimas de procedimentos estéticos e cirurgias plásticas, do que pessoas vítimas de esteroides anabolizantes. É só vermos os recentes casos de pessoas que sofreram embolia pulmonar após a realização de procedimentos estéticos realizados com PMMA (preenchimento nos glúteos).

Ambos os casos são desastrosos, e nós não incentivamos o uso de esteroides anabolizantes, muito pelo contrário, e foi exatamente isso que nos motivou a criar inúmeras matérias alertando para os riscos dos esteroides anabolizantes, matérias as quais temos divulgado nos últimos anos.

Mas na prática, tendo observado diversos casos de usuários de esteroides anabolizantes há bem mais de uma década, temos que dizer que não são todos que demostram colaterais após o uso.

Já presenciamos casos em que colaterais não foram relatados nem a curto e nem a longo prazo pós ciclo de esteroides anabolizantes, e os colaterais geralmente se tornam mais frequentes nos usuários que fazem uso constante.

Por outro lado, já recebemos aqui mesmo no site Matérias Musculação via contato, relatos de pessoas que em um primeiro ciclo, já tiveram problemas causando sérios transtornos na saúde do usuário num curto espaço de tempo.

Os colaterais nunca são exatamente iguais com todas as pessoas, pois eles dependem da individualidade biológica de cada um. Enquanto uns podem não apresentar problemas, outros podem ter problemas relativamente sérios logo no primeiro ciclo e a curto prazo.

Todo cuidado é pouco quando se trata de saúde, e o melhor é não arriscar e ficar longe dos esteroides anabolizantes, pois aliás, é perfeitamente possível obter um corpo invejável sem nenhum esteroide anabolizante, tendo como base nossas observações de mais de uma década no assunto.

Referências:

1 - Esteróides anabólicos androgênicos e sua relação com a prática desportiva, Tatiana Sousa Cunha, Nádia Sousa Cunha, Maria José Costa Sampaio Moura, Fernanda Klein Marcondes, Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas (Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences) vol. 40, n. 2, abr./jun., 2004.

2 - Anabolic-Androgenic Steroids, Urival Magno Gomes Ferreira, Alan de Carvalho Dias Ferreira, Andréa Maria Pires Azevedo, Rafaella Lucena de Medeiros, Carlos Antonio Bruno da Silva, RBPS 2007; 20 (4) : 267-275.

3 - Lise, M.L.Z. et al. O abuso de esteróides anabólico-androgênicos em atletismo. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v.45, n.4, p.364-370, Dec. 1999.

4 - Actividad física y salud, Sara Márquez Rosa, 2013.

5 - Vermeulen A., Plasma levels and secretion rate of steroids with anabolic activity in man., Environ Qual Saf Suppl. 1976;(5):171-80 [link] acessado em 28/12/2018.

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8 - Moncada I., Testosterone and men's quality of life., Aging Male. 2006 Dec;9(4):189-93 [link] acessado em 28/12/2018.

9 - William Llewellyn's, Anabolics E-Book Edition 2011.

10 - Berek e Novak's Gynecology, Jonathan S. Berek, 2007.

11 - Russi, MC. O uso de esteroides anabolizantes no tratamento de doenças. Matérias Musculação, São paulo, jan. 2017 [link] acessado em 28/12/2018.

12 - 2-Methyl and 2-hydroxymethylene-androstane derivatives. Ringold HJ et al. J Am Chem Soc 1959;81:427-32.

13 - Gerace, E et al. “Rapid determination of anti-estrogens by gas chromatography/mass spectrometry in urine: Method validation and application to real samples” Journal of pharmaceutical analysis vol. 2,1 (2011): 1-11 [link] acessado em 28/12/2018.

14 - Choudhary, M Iqbal et al. “Bio-Catalytic Structural Transformation of Anti-cancer Steroid, Drostanolone Enanthate with Cephalosporium aphidicola and Fusarium lini, and Cytotoxic Potential Evaluation of Its Metabolites against Certain Cancer Cell Lines” Frontiers in pharmacology vol. 8 900. 20 Dec. 2017 [link] acessado em 28/12/2018.

15 - Chemically Engineered, Ouvrage Collectif 2017.

16 - Steroidal [3,2-c]pyrazoles, R. O. Clinton, A. J. Manson, F. W. Stonner, A. L. Beyler, G. O. Potts, and Aaron Arnold Journal of the American Chemical Society 1959 81 (6), 1513-1514 [link] acessado em 28/12/2018.

17 - Visser, J. de G.A. Overbeek Pharmacological properties of Nandrolone Decanoate. Acta. Endocr. (Kbh.) 35, 405 (1960) [link] acessado em 28/12/2018.

18 - Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Deca-Durabolin, registrado em 11/09/2017 [link] acessado em 28/12/2018.

19 - Seftel AD, Mack RJ, Secrest AR, Smith TM., Restorative increases in serum testosterone levels are significantly correlated to improvements in sexual functioning., J Androl. 2004 Nov-Dec;25(6):963-72 [link] acessado em 28/12/2018.

20 - Jannatifar, Rahil et al. “Effect of supraphysiological dose of Nandrolone Decanoate on the testis and testosterone concentration in mature and immature male rats: A time course study” International journal of reproductive biomedicine (Yazd, Iran) vol. 13,12 (2015): 779-86 [link] acessado em 28/12/2018.

21 - Sexual Desire Disorders, Keith A. Montgomery, MD, Psychiatry (Edgmont). 2008 Jun; 5(6): 50–55 [link] acessado em 28/12/2018.

22 - Wibowo E, Schellhammer P, Wassersug RJ. Role of estrogen in normal male function: clinical implications for patients with prostate cancer on androgen deprivation therapy. J Urol. 2011;185:17–23 [link] acessado em 28/12/2018.

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33 - Russi, MC. Os riscos da ginecomastia causada por esteroides anabolizantes. Matérias Musculação, São paulo, jul. 2016 [link] acessado em 28/12/2018.



 

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