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Estanozolol e as Mulheres

 

  • Estanozolol e as Mulheres

Marcelo Calazans

Elaborado em 11/06/2014

 

Temos visto uma quantidade um pouco acima do esperado de relatos de virilização nas mulheres com o uso de Estanozolol.

 

Vamos a uma breve explicação do que seria a virilização.

 

A virilização nada mais é do que desenvolvimento de características musculinas nas mulheres[3].

 

Todos os anabolizantes conhecidos e utilizados por homens e mulheres para melhoria da performance física e estética, possuem uma parcela andrógena, pois não há como dissociar totalmente essa parcela andrógena nos anabolizantes, e é exatamente a parcela andrógena do anabolizante a responsável pelo desenvolvimento de características nas mulheres que se chama de virilização.

 

Mais detalhes sobre isso podem ser lidos em uma outra matéria nossa aqui do site sobre os colaterais femininos:

 

Os Colaterais Femininos com o uso de Anabolizantes

 

Calculadora TMB Calorias

 

Em comparação com a testosterona que é a nossa referência, temos anabolizantes que possuem uma parcela andrógena maior ou menor que a testosterona, e como exemplo podemos citar a oxandrolona, que possui uma parcela andrógena bem menor que a testosterona, portanto carregando consigo a tendência de causar menores colaterais de virilização, e temos também outros, como por exemplo a trembolona, que afirmam algumas fontes que seria cerca de 5 vezes mais andrógena que a testosterona, elevando assim os riscos de colaterais virilização bem acima da média.

 

Se considerarmos como base de comparação da testosterona tendo 100 de anabolismo e 100 de androgenidade, o Estanozolol teria a relação anabolismo/androgenidade de 320/30[1], o que não seria uma androgenidade alta a ponto de vermos tantos colaterais inconvenientes relatados por mulheres que usam Estanozolol.

 

Vamos tentar explicar abaixo como esse mecanismo de ação poderia estar ocorrendo.

 

Todo fármaco incluindo os anabolizantes quando administrados, após passarem para a corrente sanguínea terão uma parte sua ligada a alguma proteína plasmática.

 

A parte do fármaco ligada a proteína plasmática, é uma parte que se encontra inativa no sangue, e a parte que se encontra ativa e agindo é a parte que se encontra na forma livre, ou seja, não ligada a nenhuma proteína plasmática.

 

Tanto a mulher como o homem possuem no corpo a testosterona, sendo que ela é mais predominante no corpo masculino.

 

Do total de testosterona no corpo da mulher, cerca de 1% da testosterona total da mulher se encontra em estado livre e na forma ativa, e a outra parte se encontra ligada a proteína plasmática SHBG e a albumina.

 

Pois bem, se diminuirmos assim a SHBG, teoricamente deverá sobrar mais testosterona livre na forma ativa no corpo da mulher, e é exatamente isso que um estudo[2] aponta que ocorre no corpo da mulher com o uso do Estanozolol. Esse estudo feito com um grupo de 25 pessoas normais usando Estanozolol oral, demonstrou uma redução de 48,4% na SHBG após apenas 3 dias de uso.

 

Portanto se supõem que seja esse o mecanismo de ação que faz com que haja um grande número de relatos de colaterais com o Estanozolol em mulheres, pois sobrando mais testosterona livre para agir no corpo feminino, poderia ser a causa de maiores efeitos de virilização.

 

Referência

 

1 - William Llewellyn's, Anabolics, E-Book Edition 2011.

 

2 - Sex hormone-binding globulin response to the anabolic steroid stanozolol: Evidence for its suitability as a Biological androgen sensitivity test. G Sinnecker, S Kohler. Journal of Clin Endo Metab. 68: 1195,1989.

 

3- Diagnostico e Tratamento Volume 2, Antonio Carlos Lopes, 2006.

 

Fonte da minha postagem original

 



 

química