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Entendendo os Diuréticos - T_SEK

 

  • Entendendo os Diuréticos - T_SEK

Marcelo Calazans

Elaborado em 29/10/2016

 

RUSSI, MC. Entendendo os diuréticos - T_SEK. Matérias Musculação, São paulo, out. 2016.

 

Introdução

 

Nosso corpo é formado por cerca de 70% de água[1], e não é à toa que uma das preocupações das pessoas há muito tempo acabe sendo a retenção hídrica.

 

A retenção hídrica causa problemas clínicos até graves em certos casos, como o aumento da pressão arterial[2], e controlar a retenção hídrica em hipertensos acaba se tornando uma preocupação.

 

Os diuréticos basicamente agem aumentando e excreção urinária de sódio e água[3], o que pode interferir no processo de retenção hídrica.

 

Como alternativa aos diuréticos medicamentosos que explicaremos a seguir, temos hoje de forma muito popular a utilização de diuréticos alternativos não medicamentosos, como esse que citamos aqui no início da matéria, que é o T_SEK.

 

Vamos então abaixo explicar os já conhecidos diuréticos medicamentosos.

 

Lasix® (furosemida)

 

O desenvolvimento da furosemida data de meados dos anos de 1960. O centro inicial mais forte de pesquisa sobre esse fármaco ficou restrito à Europa, mais particularmente na Itália e Alemanha[4].

 

Logo ela teria aceitação mundial para tratamento de hipertensão e edemas, e é comercializada no Brasil até os dias de hoje para essas mesmas condições de tratamento clínico.

 

A furosemida pertence à classe dos diuréticos, e ela tem o potencial de aumentar a excreção de água, bem como a de sódio, potássio e outros minerais como magnésio e cálcio.

 

O modo de ação da furosemida envolve a inibição de uma proteína (NKCC2), que é uma proteína ligada a reabsorção da água, sódio, potássio e cloreto na porção da alça de henle nos rins[4], e por esse motivo, esse tipo de diurético é chamado de diurético de alça.

 

Só que esse tipo de diurético tem um problema colateral, pois ele tende a excretar juntamente com o sódio e a água o potássio, o que pode fazer com que o exagero no seu uso, cause sérios problemas cardiovasculares devido a elevada excreção de potássio causando uma hipocalemia, que se caracteriza como um problema em que a pessoa possui baixas concentrações de potássio no corpo.

 

Aldactone® (espironolactona)

 

A espironolactona foi desenvolvida durante a década de 1950, mas seu uso na medicina como tratamento clínico, só veio mesmo a acontecer de forma mais intensa da década de 1960[4].

 

Seu uso foi um forte aliado para combater problemas clínicos causados pela retenção hídrica sem comprometer seriamente as concentrações de potássio, como pode ocorrer com a furosemida por exemplo, e ela logo ficou conhecida como um "diurético poupador de potássio".

 

Ela age diferentemente da furosemida, que inibe a proteína NKCC2, que acaba ajudando na excreção da água e sódio, e junto acaba extraindo também muito potássio.

 

A espironolactona age por meio do antagonismo com a aldosterona, ela age impedindo que a aldosterona possa se ligar aos seus receptores alvo, e seu uso clínico atualmente empregado no Brasil está ligado ao tratamento da hipertensão essencial e distúrbios edematosos.

 

Uso dos diuréticos no fisiculturismo

 

Entre os fisiculturistas, diuréticos acabam sendo populares nos períodos que antecedem as competições, pois a necessidade cada vez maior de se apresentar super definido, acaba fazendo necessário que neste período os atletas utilizem essas drogas[4].

 

Mas você que quer apenas emagrecer, perceba uma coisa, um fisiculturista nesta fase, já possui um baixíssimo percentual de gordura, e ele com o diurético quer apenas dar os retoques finais na melhoria da definição muscular, portanto, isso não se aplica a grande maioria das pessoas que possuem um percentual de gordura ainda elevado, e acham que o diurético vai ser o diferencial para que ela consiga "secar".

 

Pois o uso indevido de drogas diuréticas com a finalidade estética, quando abusiva é caracterizada como uma pratica de risco, pois diuréticos podem levar a uma desidratação e desequilíbrio eletrolítico, isso quando utilizados sem a supervisão de um médico, e já foram muitas vezes associados a casos de óbito[4].

 

Devemos levar em consideração também, que a retenção hídrica pode ter origem hormonal ou alimentar, e as vezes é muito mais adequado focar nisso e resolver a raiz do problema, do que partir para um diurético.

 

Alternativas aos diuréticos medicamentosos

 

Existem hoje no mercado, como já falamos no tópico da introdução no início desta matéria, algumas alternativas diuréticas não medicamentosas, como o T_SEK.

 

O T_SEK tem em um de seus componentes a camelia sinensis, ou mais conhecido como chá-verde, que além dos seus já conhecidos e referenciados efeitos diuréticos, possui uma diversidade de outras aplicações, como auxiliar adstringente, antioxidante entre outras[5,6,7,8].

 

Mas devemos deixar sempre bem claro, que mesmo a utilização de um suplemento com atividade diurética não medicamentosa, deve ser feito com acompanhamento de um bom nutricionista, e alertando também para o fato de que "secar", é uma coisa bem mais ligada à diminuição do percentual de gordura que deve ser obtida através da dieta e exercícios físicos.

 

Nunca tome medicamentos por conta própria sem a supervisão do seu médico.

 

Referências:

 

1 - Fitness - Atana Torres-Quevedo, 2007.

 

2 - Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica: Avaliação e Assistência dos Problemas Clínicos - Sharon L. Lewis, Margaret M. Heitkemper, Shannon Ruff Dirksen, Linda Bucher, 2013.

 

3 - Goldman Cecil Medicina - Lee Goldman, Andrew I. Schafer, 2014.

 

4 - William Llewellyn's, Anabolics E-Book Edition 2011.

 

5 - Sousa MP, Matos MEO, Matos FJA, Machado MIL, Craveiro AA 2004. Constituintes químicos ativos e propriedades biológicas de Plantas Medicinais Brasileiras, Ed. UFC, 445p.

 

6 - Luypaert J, Zhang MH, Massart DL 2003. Feasibility study for the use of near infrared spectroscopy in the quantitative analysis of green tea, Camellia sinensis (L.). Anal Chim Acta 478: 303-312.

 

7 - Ferrara L, Montesano D, Senatore A 2001. The distribution of minerals and flavonoids in the tea plant (Camellia sinensis). Farmaco 56: 397-401.

 

8 - Schmitz W, Saito AY, Estevão D, Saridakis HO 2005. O chá verde e suas ações como quimioprotetor. Semin Cienc Biol Saude 26: 119-130.

 



 

química