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A função do DHEA para homens e mulheres

 

  • DHEA

Marcelo Calazans

Elaborado em 02/10/2018

 

RUSSI, MC. A função do DHEA para homens e mulheres. Matérias Musculação, São paulo, out. 2018.

 

O DHEA (dehidroepiandrosterona) é um hormônio esteroide natural no corpo do homem e da mulher[1].

 

No passado, pouco se falou do DHEA como um hormônio importante, mas ele tem uma grande importância na manutenção da nossa saúde, e vamos a seguir mostrar em quais pontos a nossa saúde depende do DHEA.

 

Para isso, vamos explicar duas particularidades hormonais masculinas e femininas:

 

• A testosterona é um hormônio famoso por ser mais ativo no corpo do homem, mas no corpo da mulher a testosterona também está presente cumprindo suas funções. Em ambos os sexos é importante ter doses normais de testosterona para garantir a plena qualidade de vida[2].

 

• Observando agora de forma mais específica o lado feminino, podemos dizer que o estrogênio é um hormônio famoso pela sua ação no corpo da mulher, e são várias as ações do estrogênio no corpo feminino. Ele regula o crescimento dos órgãos sexuais femininos e demais tecidos relacionados com a reprodução, além disso, ele também está envolvido em outras áreas do corpo da mulher, no qual atua provendo um leve aumento no balanço nitrogenado e estimulando o crescimento ósseo[3].

 

Muito da nossa saúde e daquilo que nós somos como homens e mulheres, depende da ação da testosterona e do estrogênio em nossos corpos.

 

O DHEA, bem como o seu metabólito ativo, o sulfato de DHEA (DHEA-S), são considerados hormônios precursores da testosterona e do estrogênio[4].

 

No corpo de todos nós ocorre um processo denominado biossíntese dos esteroides, no qual a partir do colesterol vários esteroides como o DHEA, a testosterona e o estrogênio são formados[5], como mostra a figura[6] abaixo:

 

Biossíntese DHEA

 

O DHEA pode ser considerado uma fonte importante de esteroides sexuais (testosterona e estrogênio) tanto nas mulheres como nos homens. Nas mulheres, essa importância pode ainda ser maior, pois a diminuição do estrogênio que ocorre na menopausa, torna o DHEA uma importante fonte de esteroides sexuais atuando como precursor[7].

 

A testosterona tem papel ativo e atua de forma significativa em nosso cérebro através de vários processos neurobiológicos[8,9], isso faz dela atualmente citada como influente em processos envolvidos com a depressão[10].

 

Atualmente, estudos já correlacionam o DHEA também com a depressão. Eles indicam como promissores os resultados do DHEA no tratamento da depressão e sintomas depressivos leves resistentes à terapia convencional[11].

 

O DHEA pode ser importante também para a saúde sexual.

 

Níveis sanguíneos mais baixos de DHEA em homens foram relacionados com a disfunção erétil. Um estudo realizado em homens com disfunção erétil e baixa concentração de DHEA se mostrou uma promessa na tentativa de amenizar o problema[12].

 

O declínio cognitivo relacionado à idade em homens e mulheres já é algo muito comentado e estudado[13].

 

Níveis mais elevados de DHEA-S tem sido relacionado com uma melhora nas funções cognitivas em idosos, bem como melhorias nas capacidades de memória e concentração[14,15].

 

Vários outros efeitos positivos são creditados ao DHEA.

 

Ele pode agir proporcionando melhorias musculares em idosos, influenciar na obesidade e resistência à insulina, atuando como colaborador nos casos de doença cardiovascular e osteoporose[4,16].

 

Mas para avaliar o consumo do DHEA, devemos agir com mais cuidado.

 

Tecnicamente como já explicamos acima, o DHEA é um hormônio esteroide[1], e como todo hormônio esteroide, deve ser tratado com cautela.

 

Em 2014 na Europa, o DHEA para comercialização era tratado como um hormônio, e disponível para venda apenas com prescrição médica. Já nos EUA, ele era considerado um “suplemento” e era vendido sem receita médica[1].

 

Sabemos que o DHEA é parte integrante da nossa função hormonal normal, como explicamos no início, e sabemos também a importância da sua ação que ocorre naturalmente no nosso corpo, mas devemos avaliar o benefício do seu consumo.

 

Um estudo realizado em idosos por 2 anos que contou com 87 homens e 57 mulheres, não relata melhorias relevantes na qualidade de vida dos participantes do estudo[17]. É exatamente por esse motivo que alguns citam que possíveis tratamentos clínicos com o DHEA não estão de acordo com a atual medicina baseada em evidências[1].

 

Mais estudos no futuro com certeza serão conduzidos para tentar oficializar os benefícios do consumo de DHEA, seja ele como suplemento ou como medicamento prescrito.

 

Referências:

 

1 - Sidiropoulou E, Ghizzoni L, Mastorakos G. Adrenal Androgens. [Updated 2012 Jan 12].

 

2 - Testosterona, Energia e Saúde, Dr. José Bento, 2014.

 

3 - Tratado de fisiologia Medica, Arthur Clifton Guyton, John E. Hall, Arthur C. Guyton, 2006.

 

4 - Lois K, Kassi E, Prokopiou M, et al. Adrenal Androgens and Aging. [Updated 2014 Jun 18].

 

5 - Russi, MC. Sua saúde depende dos esteroides. Matérias Musculação, São paulo, ago. 2018. [link] acessado em 02/10/2018.

 

6 - Marques, Marlice Aparecida Sipoli, Pereira, Henrique Marcelo Gualberto, e Aquino Neto, Francisco Radler de. (2003). Controle de dopagem de anabolizantes: o perfil esteroidal e suas regulações. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 9(1), 15-24.

 

7 - Labrie F., DHEA, important source of sex steroids in men and even more in women., Prog Brain Res. 2010;182:97-148.

 

8 - Rubinow DR, Schmidt PJ., Androgens, brain, and behavior., Am J Psychiatry. 1996 Aug;153(8):974-84.

 

9 - Ebinger M, Sievers C, Ivan D, Schneider HJ, Stalla GK., Is there a neuroendocrinological rationale for testosterone as a therapeutic option in depression?., J Psychopharmacol. 2009 Sep;23(7):841-53.

 

10 - Rodgers, Stephanie et al. “Serum Testosterone Levels and Symptom-Based Depression Subtypes in Men.” Frontiers in Psychiatry 6 (2015).

 

11 - Peixoto C, Devicari Cheda JN, Nardi AE, Veras AB, Cardoso A., The effects of dehydroepiandrosterone (DHEA) in the treatment of depression and depressive symptoms in other psychiatric and medical illnesses: a systematic review., Curr Drug Targets. 2014;15(9):901-14.

 

12 - Reiter WJ, Pycha A, Schatzl G, et al. Dehydroepiandrosterone in the treatment of erectile dysfunction: a prospective double-blind, randomized, placebo-controlled study. Urology 1999;53:590-595.

 

13 - Declínio cognitivo de idosos e sua associação com fatores epidemiológicos em Viçosa, Minas Gerais, Juliana Costa Machado, Rita de Cássia Lanes Ribeiro, Rosângela Minardi Mitre Cotta, Paulo Fernando da Glória Leal, Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2011; 14(1):109-121.

 

14 - Davis SR, Shah SM, McKenzie DP, Kulkarni J, Davison SL, Bell RJ. Dehydroepiandrosterone sulfate levels are associated with more favorable cognitive function in women. J Clin Endocrinol Metab. 2008;93:801-8.

 

15 - Hildreth KL, Gozansky WS, Jankowski CM, Grigsby J, Wolfe P, Kohrt WM. Association of serum dehydroepiandrosterone sulfate and cognition in older adults: sex steroid, inflammatory, and metabolic mechanisms. Neuropsychology. 2013;27:356-63.

 

16 - Raven PW1, Hinson JP., Dehydroepiandrosterone (DHEA) and the menopause: an update., Menopause Int. 2007 Jun;13(2):75-8.

 

17 - Nair KS, Rizza RA, O'Brien P, Dhatariya K, Short KR, Nehra A, Vittone JL, Klee GG, Basu A, Basu R, Cobelli C, Toffolo G, Dalla Man C, Tindall DJ, Melton LJ 3rd, Smith GE, Khosla S, Jensen MD., DHEA in elderly women and DHEA or testosterone in elderly men., N Engl J Med. 2006 Oct 19;355(16):1647-59.

 



 

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