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Deca Retenção de Água e os equívocos do Anastrozol

 

  • Deca e a Retenção de Água

Marcelo Calazans

Elaborado em 19/05/2016

 

Apesar de alguns autores[1], apontarem os efeitos de retenção da Deca (nandrolona) em menor escala que a testosterona, a Deca se tornou famosa no mundo do culturismo por essa sua característica.

 

Já é conhecido que um dos causadores dessa retenção seria o estrogênio[2]. Alguns anabolizantes, inclusive a própria testosterona, passam por um processo bioquímico no corpo através da interação com a enzima aromatase, denominado aromatização[3], e isso origina uma conversão em estrogênio.

 

Essa atividade de aromatização ocorre em várias partes do corpo masculino, incluindo tecido adiposo (gordura)[3], fígado[7], nas gônadas (testículos)[8], SNC (sistema nervoso central)[9] e na musculatura esquelética[10], sendo que o mais importante sitio de aromatização apontado é o tecido adiposo.

 

O estrogênio é muito semelhante estruturalmente se comparado à testosterona, e o estrogênio possui apenas uma pequena diferença estrutural, e é exatamente essa diferença na estrutura da testosterona que a interação com a enzima aromatase causa, originando assim o estrogênio[4].

 

Portanto é comum no mundo do culturismo, as pessoas tentarem evitar a retenção com o auxílio de fármacos que combatem a ação do estrogênio.

 

Isso se daria com o uso de um inibidor de aromatase, e como exemplo poderíamos citar o anastrozol, que impediria o processo de aromatização que origina o estrogênio. É comum também se pensar em usar os antiestrogênicos, que tem uma ação diferente dos inibidores de aromatase. Os antiestrogênicos no caso, bloqueiam a ação do estrogênio nos seus receptores, e como exemplo podemos citar o tamoxifeno[4].

 

Mas o que algumas pessoas desconhecem, é que a nandrolona (Deca), tem um potencial de aromatização muito inferior ao da testosterona, e é apontado em cerca de apenas 20%[5] em relação à testosterona.

 

Portanto, esse pensamento nos leva ao fato de que não seria tão efetivo utilizar o anastrozol ou qualquer outro inibidor de aromatase, para combater os efeitos de retenção da Deca, como é comumente feito com a testosterona.

 

De onde então viria o efeito de retenção tão falado da Deca?

 

Alguns autores[4], colocam que o efeito progestênico acentuado no corpo, teria em algumas situações os mesmos colaterais sentidos com o estrogênio, no qual podemos relacionar a retenção.

 

Sabendo então que a Deca (nandrolona) tem um acentuado efeito progestênico[6], acaba sendo essa a maior causa do efeito de retenção da Deca, como colocam alguns autores[4].

 

Portanto essas referências colocadas acima no texto, validam a afirmação de algumas pessoas, que citam que inibidores de aromatase não livram as pessoas do inconveniente de retenção da Deca.

 

Referências:

 

1 - Rea, Author L., 2002, Chemical Muscle Enhancement: Bodybuilders Desk References.

 

2 - Glenville, Marilyn PhD, Fat arround the middle. 2011.

 

3 - Aromatization of androgens by muscle and adipose tissue in vivo. Longcope C, Pratt JH, Schneider SH, Fineberg SE. J Clin Endocrinol Metab. 1978.

 

4 - William Llewellyn's, Anabolics E-Book Edition 2011.

 

5 - Biosynthesis of Estrogens, Gual C, Morato T, Hayano M, Gut M and DorfmanR. Endocrinology 71 (1962).

 

6 - Competitive progesterone antagonists: receptor binding and biologic activity oftestosterone and 19-nortestosterone derivatives. Reel JR, Humphrey RR, Shih YH, Windsor BL, Sakowski R, Creger PL, Edgren RA. Fertil Steril 1979 May;31(5).

 

7 - The aromatization of androstenedione by human adiposeand liver tissue. J Steroid Biochem. 1980 Dec;13(12):142731.

 

8 - Aromatase expression in the human male. Brodie A, Inkster S, Yue W. Mol Cell Endocrinol 2001 Jun 10;178(1-2):23-8.

 

9 - A review of brain aromatase cytochrome P450. LephartED. Brain Res Brain Res Rev 1996 Jun;22(1):1-26.

 

10 - Aromatization by skeletal muscle. Matsumine H, Hirato K, Yanaihara T, Tamada T, Yoshida M. J Clin Endocrinol Metab 1986 Sep;63(3):717-20.

 

Fonte da minha postagem original

 



 

química